domingo, 26 de dezembro de 2004

Um jeito de te despertar

Eis-me aqui!
Tu dormes ainda
E vejo-te com ternuras maternas
Ainda um pouco, e acordarás...
O dia te trará surpresas tantas, amado meu
Eis-me aqui!
Tu não me verás...
Como não vês a outros tantos amigos
Que vivem em torno de ti
Tu não nos reconhecerás...
Terás apenas breves impressões
Como despertar de um sonho bom
Impressões que, se quiseres,
Ser-te-ão suficientes!
Eis agora,
Estás no breve minuto antes do pleno despertar
Sei que me entrevês a sorrir
A acariciar-te o rosto e os cabelos...
A envolver-te nos mais belos sentimentos
Materializo ternuras outras em torno de ti
Perfumes de jasmins
Brisas de esperança
Pensamentos de paz...
Meu sorriso se te confundirá com o próprio sol
Que entra em claridade em teu quarto
Tu me ouves, ainda?
Bom dia, amado meu!
Sê feliz!
Deus te abençoe os passos!
Desperta!

Hoje aprendo a despertar amigos assim
Porque tive de ti, amado amigo de eras priscas
A ventura de ver-te e lembrar!

Bom dia a todos!
Com carinhos de brisas



sábado, 11 de dezembro de 2004

Presente

Queridos

Andava eu com um amigo pelo shopping por esses dias...
Vocês imaginam como já não está a correria!
E, de repente, na escada rolante, quando tudo fica meio fora de plano e a visão se amplia, ele me veio com a pergunta mais ouvida por esses dias...

O que gostaria de ganhar de presente?

Na hora, só pensei nas coisas que faltam...

Devo ter dito qualquer bobagem!

Mas a pergunta era pertinente demais pra ser esquecida.



O que gostaria de ganhar de presente?


Então, hoje, lendo o Pássaros Livres, de Rabindranath Tagore,
achei!
A resposta que gostaria de ter dado...
A resposta que gostaria de sentir...
O pleno desapego!




"Que queres de mim? indagava o Babaji.
A jovem enamorada pediu-lhe a união matrimonial com o noivo receoso.
O homem inquieto solicitou uma gema, a fim de tranqüilizar-se.
O enfermo em agonia rogou a dádiva da saúde.
A mulher afadigada pelo amor de mãe suplicou poder e fortuna para os filhos dissipadores.
Cada qual revelou ao Mestre a necessidade exterior, demonstrando a grande pobreza de dentro, que os fazia realmente infelizes.
Tu, porém, amigo dos caminhantes da esperança, soubeste apresentar os teus desejos, quando lhe disseste:

"Abençoa minha boca para sempre dizer a verdade sem ferir;
o meu coração para amar e perdoar sem cansaço;
e a minha vida para exemplificar o que recomendo aos outros
."

Após dar aos suplicantes o que não tinha valor e eles ambicionavam, o Babaji ofereceu-te as bênçãos da sabedoria desejada e deu-te a mais um sorriso de apoio e certeza de que seguiria contigo para onde quer que fosses."

E você?
O que quer de presente?

:)

Agradecendo a ti, pelo carinho, o passeio e a reflexão!
Um beijo soprado!


Todo meu carinho em brisas!
Carla


sábado, 4 de dezembro de 2004

Vento nas brasas

Ela se atrasara de propósito, embora conscientemente não tivesse idéia do motivo... Inconscientemente sabia que estava certo assim. Há tanto tempo não se deixava levar pela intuição!

Uma brisa soprava de leve, estranhamente, mas ela não lembrou. Nem cinco minutos depois, na rua repleta de gente, ela o viu de longe, tão longe quanto a lembrança. E todas aquela perguntas óbvias lhe ocuparam a mente: será ele mesmo, quanto tempo faz, como ele estará, e as crianças, quem são...
Todas as perguntas com respostas.

E, naquele mesmo segundo, outra onda quebrou mais forte e ela se lembrou de tudo o que viveram: as conversas intermináveis, os olhares profundos e aquela peculiaridade interessante de bastar pensar nele para ouvir o telefone tocar, ou, se estivesse na rua, e sentisse, de leve, uma brisa a chamar seu nome, era só procurar para vê-lo acenando de dentro de algum ônibus... Era só procurar. E era tudo tão natural que ela nunca tinha reparado nisso. Até hoje.

Estava agora a cinco passos dele... Seria ele mesmo? Poderia ser o irmão... tanto tempo.

Uma grade os separava, os olhares se uniram, ele a chamou pelo nome, ela parou e sorriu.

Era ele.

Como ele estava bonito e tão, mas tão mais velho... cabelos brancos!

De repente, tão de repente quanto o portão se abriu, dez anos se abateram. Como você está? E os pensamentos, sempre tão visívies para os dois, agora assomavam de os assustar.

Mas era preciso falar! Ele desviou o olhar, chamou a esposa, apresentou-a, mas esqueceu de dizer seu nome... Na mente dela, o nome de todas as namoradas desfilaram; a última tinha sido Marta... ela resolveu não arriscar.

É provável que ela realmente não soubesse o quanto o seu olhar perturbava, já que ela não tinha mesmo a menor intenção. Acostumados desde muito cedo a longos períodos silentes, perscrutando-se pelo olhar, foi com um estranho pesar entremeado de alegria que ele, orgulhoso, chamou a moça que segurava uma menina, sua filha, para apresentá-la também.

Aqueles dois olhinhos azuis fitaram a moça parada no portão... O céu todo se abriu num sorriso! Estava nublado,  mas, ali, houve sol. Era impossível não reparar. Maria sorria para ela como se a conhecesse de muito tempo mesmo; como se a reconhecesse; como se compreendesse todo o amor do pai por aquela moça, todos os segredos, os dez anos passados, todo o silêncio.... E Maria era um bebê que sorria pleno de olhos azuis para uma moça até então desconhecida!

Despedidas rápidas.
Sorrisos e adeuses.
Lágrimas... sorrisos...

Ondas múltiplas num mar agitado... Os olhos azuis de Maria talvez a chamassem de mãe.
No sorriso de Maria a confirmação de que tudo existiu.

De repente. Calmaria!

Agora, talvez, ela diga a ele, pelo fio do pensamento, como antigamente:

"Como sou feliz de te ver, Marcus Vinicius!
Feliz de ver nos teus olhos a mesma expressão de amor que existiu entre nós, um amor nunca profanado.
Feliz de ter guardado todas as tuas cartas, tua letra de médico antes mesmo de vires a ser um. E o carinho das letras refletido hoje em teu olhar.
Feliz de ver que recusar teu velado pedido de casamento, há tantos anos, foi o certo.
Continuo te amando, como sempre.
E tu também continuas me amando, como sempre.
Prossegue com Deus, eterno amigo de minh'alma, brasa em meu coração.
Tuas palavras últimas seguem sempre comigo, quando citávamos Rochefaucauld:

o tempo aviva os amores reais
e destrói as paixões medíocres
como o vento aviva as brasas
e apaga as velas."


Do outro lado da cidade, agora, ela o vê sorrindo.
Ele se agita, todos reparam, ele queria apenas um minuto a sós consigo mesmo.
Pronto, ele também a viu sorrir.

Tudo é serenidade!
A vida hoje é de uma alegria, uma leveza só compreensível aos que amam...
Tão fácil, tão simples!
Tão amena!

Todas as brisas,
Carla

segunda-feira, 29 de novembro de 2004

Uma feliz (re)descoberta...

Queridos!

Hoje com a chuva maravilhosa que cai sobre a nossa cidade, tive o prazer de ouvir rádio como antigamente, programação inteira, de dialogar com o locutor, respondendo as propostas, rindo a riso solto, cantando alto... (e traduzindo o eufemismo - enorme engarrafamento!)
Hoje com a chuva que limpa e regenera, voltei aos estudos e redescobri um prazer há muito esquecido. Como é que se pode esquecer algo que nos dá tanto prazer? Isso acontece também com vocês?
Estudei como não fazia há muitos meses... de não sentir o tempo, de nem ver a hora passar e só me dar conta quando o corpo reclamou com fome. Nem acreditei no relógio quando vi. Tive que confirmar com as pessoas!

É tão bom quando se brilha... as pessoas vão se chegando perto da gente, num prazer também de se deixar ficar sem se saber porquê...

Mas posso estar confundindo tudo! Se tivesse que ficar estudando por obrigação, talvez não fosse tão prazeroso assim... Será?

Qual será a tua atividade prazerosa?
Será que é o teu trabalho mesmo?
Será que é jardinar de vez em quando?
Será que é cantarolar escondido?
Será que é dançar levitando no ar?
Será que é ficar por aqui lendo e relendo almas por trás das letras?

Hoje é dia de mentalizar muitas coisas boas para a Marcela e o Luís Felipe.
Luís Felipe é o filhinho da Marcela, que nascerá amanhã.

Querido Luís Felipe!

Venha pleno de energias, alegrias e esperanças!
Que descobrir a que se veio nessa vida é algo maravilhoso!
E fazer o que se veio fazer é algo melhor ainda!
Sê bem vindo!


Um beijo na brisa!
Pro Luís Felipe, em especial...
Pra ti, pelo teu aniversário
E para todos os amigos
Que não esqueceram o prazer que se sente
Em amar e ser amado
Em ser gentil de transbordar
Em viver, plenamente, cada dia, cada encontro, cada olhar, cada ser!

Vida a todos!
Carla


terça-feira, 23 de novembro de 2004

Das coisas de todo dia...

"Trago dentro do meu coração,
Como num cofre que se não pode fechar de cheio,
Todos os lugares onde estive,
Todos os portos a que cheguei,
Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias,
Ou de tombadilhos, sonhando,
E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero."

Fernando Pessoa, Passagem das Horas

Eis que assim têm sido meus dias.
E todo dia, na sua rotina, traz uma novidade: um carinho, um olhar, um suspiro, um sonho (e de repente, isso virou conversa de padaria!)...
É como se eu estivesse em moratória...

Vi um filme italiano com crianças, lindo, chamado "Eu não tenho medo".
Se tiveres oportunidade, veja... não quero contar nada pra não estragar a surpresa do filme. O que li é que a história realmente aconteceu. Um amigo me disse ser parecido com a Vila (não sei, não vi). Mas, se tu fores como eu, que choro até em comédia, leva caixa de lenços...

O mais incrível é que finalmente ouvi o barulho do vento no trigo!
E é fantástico!

Beijo
Meu carinho em brisas
Carla


terça-feira, 26 de outubro de 2004

Sobre a vida!

Hoje é aniversário de pessoas muito caras ao meu coração...

* a pequena Daniela, que está se tornando uma mocinha!
* e um amigo distante, das frias madrugadas, dos sorrisos e das lágrimas, o Paulo Jorge.

Para eles, em especial, e para todos
que por aqui vem buscar um alento de paz,
uma de minhas mensagens preferidas
do poeta indiano Rabindranath Tagore...



"A vida do homem é feita de etapas, como as do ano são divididas em estações.

Há beleza especial em cada fase e tem finalidade própria cada ocasião.

Mudam as cores, passam os perfumes, vão-se os ritmos e ficam as lições.

Sucedem-se rápidas com as suas canções e flores, as suas tristezas e cores cinzas, os seus crepúsculos e amanheceres, todos os instantes que abrem e fecham as portas dos acontecimentos.

Essa dádiva dos deuses, que é viver, torna-se a semente da abundância do tempo, sem limite de tempo, que se conquista ao morrer, quando bem se passou cada etapa na condição de sábio aprendiz da verdade."

Um beijo e toda a ternura da brisa!
Carla

domingo, 3 de outubro de 2004

Guardanapos de Papel

Tem certas músicas que tem tanta poesia, mas tanta...
Caio lembrou e a Fabiana declamou pra gente...
A sala éramos nós três... o café fumengando, os sonhos bailando nas letras!
A voz da Fabiana ecoando em todas as paredes, pela noite... a vida inteira!
Que paredes? Estávamos de novo lá pertinho do Pico da Bandeira...
A noite, o vento, as estrelas...
Todas as esperanças!

Tem certos momentos que fazem a gente ter certeza que vale a pena estar vivo!
Obrigada irmãos queridos!!!

Guardanapos de papel
(Biromes y servilletas )
Letra: Leo Maslíah, versión de Carlos Sandroni

Na minha cidade tem poetas, poetas
Que chegam sem tambores nem trombetas,
Trombetas e sempre aparecem quando
Menos aguardados, guardados, guardados
Entre livros e sapatos, em baús empoeirados
Saem de recônditos lugares, nos ares, nos ares
Onde vivem com seus pares, seus pares
Seus pares e convivem com fantasmas
Multicores de cores, de cores
Que te pintam as olheiras
E te pedem que não chores
Suas ilusões são repartidas, partidas
Partidas entre mortos e feridas, feridas
Feridas mas resistem com palavras
Confundidas, fundidas, fundidas
Ao seu triste passo lento
Pelas ruas e avenidas
Não desejam glórias nem medalhas
Medalhas, medalhas, se contentam
con migalhas, migalhas, migalhas
De canções e brincadeiras com seus
Versos dispersos, dispersos
Obcecados pela busca de tesouros submersos
Fazem quatrocentos mil projetos
Projetos, projetos, que jamais são
Alcançados, cansados, cansados nada disso
Importa enquanto eles escrevem, escrevem
Escrevem o que sabem que não sabem
E o que dizem que não devem
Andam pelas ruas os poetas, poetas, poetas
Como se fossem cometas, cometas, cometas
Num estranho céu de estrelas idiotas
E outras e outras
Cujo brilho sem barulho
Veste suas caudas tortas
Na minha cidade tem canetas, canetas, canetas
Esvaindo-se em milhares, milhares, milhares
De palavras retorcendo-se confusas, confusas
Confusas, em delgados guardanapos
Feito moscas inconclusas
Andam pelas ruas escrevendo e vendo e vendo
Que eles vêem nos vão dizendo, dizendo
E sendo eles poetas de verdade
Enquanto espiam e piram e piram
Não se cansam de falar
Do que eles juram que não viram
Olham para o céu esses poetas, poetas, poetas
Como se fossem lunetas, lunetas, lunáticas
Lançadas ao espaço e o mundo inteiro
Inteiro, inteiro, fossem vendo pra
Depois voltar pro Rio de Janeiro!

Tomado de: Milton Nascimento "Tambores de Minas".

Semana de poemas, poemas, poemas...
De suspiros revelados, de sonhos desabrochados...
E Salve São Francisco!
Meu carinho

Carla

domingo, 26 de setembro de 2004

Delicadezas

Achei esse carinho nas letras...
Desconheço o autor!
Mas deve ter sido alguém que vivenciou tudo isso.
Alguém que basta-se!
Uma grata alma feliz!

Para todos os ilustres visitantes!
E especialmente para ti, que me cativou lentamente ao longo do tempo, me olhando de longe, com o canto dos olhos, e não teve pressa, apesar de tanta urgência...

"Amigo é quem te dá um pedacinho de chão, quando é de terra firme que precisas, ou um pedacinho do céu, se é o sonho que te faz falta.

Amigo é mais que um ombro amigo, é mão estendida, mente aberta, coração pulsante. É aquele que entende teu desejo de voar, de sumir devagar...

É o sol que seca tuas lágrimas, é o mel que adocica ainda mais o teu sorriso.

Amigo é aquele que te ouve ao telefone, mesmo quando a ligação é caótica, com o mesmo prazer e atenção que teria se estivesse olhando em teus olhos.

Amigo é multimídia. Amigo é quem fala e ouve com o olhar, mesmo distante, em sintonia telepática.

É lua nova, é a estrela mais brilhante, é luz que se renova a cada instante, com múltiplas e inesperadas cores que cabem todas na tua íris.

Amigo é aquele que diz "eu te amo" sem qualquer medo de má interpretação: amigo é quem te ama e pronto.

É verdade e razão, sonho e sentimento.

Amigo é para sempre... "

Um beijo, uma brisa de paz!
Um carinho de Nuvem (aprendi!)
Reverência de princesa (viu, Lakota!)
Raios vivificantes de sol (especialmente pra ti, Andrea!)
Meus sopros de pétalas de flores
Alento de esperança em seus corações!

Carla

domingo, 19 de setembro de 2004

Floresta da Tijuca - passado e futuro


Estamos iniciando a Semana da Árvore (vocês se lembram disso da escola, com certeza!) e, entre poemas e imagens, entre brados de socorro e ações de preservação, minha contribuição é apresentar a nossa Floresta da Tijuca, parte do Parque Nacional da Tijuca.

Há uns dias atrás, no feriado, tive oportunidade de desfrutar dessa Floresta!
Mas, esta exuberância toda já passou por dias de penúria!

(Foto aérea com a demarcação do Parque Nacional da Tijuca)


Registram os arquivos históricos da cidade que, no início do século XVI, tupis e tamoios conviviam (nem sempre pacificamente) por aqui, sem, no entanto, alterarem, com suas presenças, a densa cobertura florestal de Mata Tropical Pluvial.

Com a fundação da cidade do Rio de Janeiro, em 1565, madeira tornou-se material necessário para construções e energia (lenha e carvão).
E, num Sim City lento e progressivo, lá se foi nossa floresta madeira abaixo!
Depois veio a cana-de-açúcar! 120 engenhos em 1797!
Depois chegou o café! E só mesmo os "grotões inacessíveis permaneceram com cobertura florestal".

Conseqüentemente, veio o inevitável. Uma grande seca (com tanto mar em nossa volta!) em 1844, fez as autoridades proporem desapropriações e plantios de algumas áreas para salvar os mananciais do Rio. 12 anos se passaram até as primeiras desapropriações começarem. Em 1861, foram criadas a Floresta da Tijuca e a Floresta das Paineiras.

Aqui vem a parte boa: cerca de 100.000 árvores foram plantadas, trazidas das áreas vizinhas (Pedra Branca, Guaratiba, etc.). E, de 1875 a 1888, a Floresta da Tijuca foi ressurgindo, todo o café foi sendo substituído por outro tipo de vegetação, sob a responsabilidade do Barão Gastão H. de Escragnolle. Desde então, a Natureza veio retornando à área e hoje temos o Parque com uma flora rica e diversificada.

Viu? É possível!

(Vista de Satélite do Parque Nacional da Tijuca)

Porém... a história se repete, devido à ocupação desordenada das encostas. Um programa de computador que faz projeções de 12 em 12 anos (de novo 12! que estranho!), elaborado na tese de doutorado do engenheiro cartógrafo peruano Jesus Fernando Mansilla Bacca, do IG/UFRJ, com base em mapas de uso e cobertura de solo da Floresta Nacional da Tijuca, mostra perspectivas não tão animadoras...

De novo?

Semana da Árvore de 2004...
Qual será a sua semente?

Brisas carregadas de pólen e perfume,
Flores e esperanças!

Carla

Muitas outras informações e imagens belíssimas podem ser encontradas nesses sites:
Floresta da Tijuca
Parque Nacional da Tijuca
Ciência Hoje

domingo, 29 de agosto de 2004

Floricultura

Se tens precisão de flores
De cores belas e toques macios...
Se teu ar é de festa
Suave expectativa de casamentos
E buquês e grinaldas naturais...
Se comemoras chegadas
De bebês, de amores, de namoradas...
Se amargas despedidas
De viagens e mortes repentinas
Se apenas passas e lembras os girassóis
E te encantam os brincos de princesa... brancos...
Os arranjos bonitos...
Se é o perfume que te inebria
Transportando-te pra tempos idos
Nas brincadeiras de fazer abrir a 'boca-de-leão'
De bem-me-queres em margaridas
De estalar pétalas de rosas... vermelhas
Com os lábios, em beijos roubados...
Se é apenas um mimo que buscas
O suavíssimo perfume das violetas escondidas (que não são as africanas!)
Ou se queres ainda purezas diamantinas
Em lírios e orquídeas e jasmins imaculadamente brancos...

Entra!

Te atapetamos o chão de pétalas
E te envolvemos em poesia...

Essa é a nossa floricultura, Lakota...
Ainda estamos na calçada olhando o portal de girassóis a procura de um nome...

Mas as flores já estão todas
Na alma!


Agora, um poema de verdade...

Palavras de Caridade
(Auta de Souza)

O apoio... A simpatia...
Uma oração apenas,
carregada de fé na Bondade Divina...
A bênção do sorriso... A página que ensina
a vencer o amargor das lágrimas terrenas...
O minuto de paz... O auxílio que armazenas,
na supressão do mal, ao trabalho em surdina...
O bilhete fraterno... Uma flor pequenina...
O socorro... A brandura...
As palavras serenas...
A esmola... A roupa usada...
O copo de água fria...
O pão... O entendimento...
Um raio de alegria...
Um fio de esperança...
A atitude sincera...
Da migalha mais pobre à dádiva mais rica,
Tudo aquilo que dás à vida, multiplica
Nos tesouros de amor da glória que te espera!...

Chuvas de pétalas e perfumes
Carreados na brisa para o coração de cada um!
Excelente semana!

Um beijo na brisa...
Carla