Queridos...
Hoje, nenhuma mensagem com parâmetros já definidos... Apenas reflexões, como sói acontecer nesta época, em que, quase obrigatoriamente, paramos para pensar sobre o que estamos fazendo de nós, de nossas vidas.
Quais as metas para o próximo ano?
O que definir depende do que se conhece... É complicado definir que chegaremos ao doutorado se não sabemos ao certo o que queremos estudar... É complicado não definir direções quando estamos no início do caminho...
Ainda que pareça difícil definir metas materiais, como nosso crescimento profissional e financeiro, mais ainda é definir metas espirituais e emocionais.
Tive um professor de geometria, daqueles que "metem medo" e ao mesmo tempo conseguem insuflar uma confiança capaz de enfrentar qualquer coisa, que dizia que para traçarmos uma reta precisamos de dois pontos. Um deles é onde se quer chegar. O outro... ah, o outro... é onde se está.
E onde se está? Isto é muito mais difícil de se definir... Exige auto-conhecimento... Exige domínio da arte de se contemplar espelhos e ver, nas reflexões, o que realmente somos, filtrando a imagem do que é real e do que é desejado...
Exige uma coragem sem limites e uma fé robusta, inabalável frente às inevitáveis decepções.
Talvez fugindo do assunto, talvez não, surge para mim a sempre nova e intrigante questão do que é perdão e do que é amor-próprio. O que é humildade e o que é orgulho. O que é luz e o que é sombra.
E lá está o ponto ideal a se atingir: não se deixar ofender... Já pensou se Deus se ofendesse com as nossas sandices? Onde andaria o universo? Nem sei... Ponto máximo a se atingir: perdão incondicional, traduzido pela certeza da perfeição a ser atingida pelo outro, que por agora até pode tentar nos ofender, mas o olhar sobrevoa o estágio atual e consegue ver a rosa no espinho que nos fere.
O lápis espera o ponto de início para traçar a reta. Talvez, uma curva... Talvez, demore.
Ainda me sinto ofendida e humilhada, errada e orgulhosa, infantil. Ainda me cobro... Ainda me perco.
Talvez a reta extrapole o papel da vida.
Talvez não esteja tão baixo assim. Talvez não seja preciso voar tão alto!
Macio grafite percorre as linhas da vida como meu sangue fraco percorre essas veias.
Vejo tanto sol por entre estas nuvens... Vejo o ponto lá em cima. Uma esperança.
E o amor-próprio? Este ponto indefinido, ainda não encontrei.
É preciso ser rápida. O papel não espera. O desenho não pára. Retas podem virar rabiscos.
Inclino meu coração rés do chão. Elevo meu olhar Te buscando.
Em mim, há os pontos de início. Em Ti, os pontos finais.
Ajuda-me a subir, em paz!
Feliz Ano Novo!
Brisas
Carla
Vivendo, pensando, amando!
Poemas, poesias, pensamentos e incentivos pra você ir leve e feliz com o vento...
"E eu amarei o barulho do vento no trigo..." Exupéry
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Cartão de Natal
Ao clarão do Natal, que em ti acorda a música da esperança, escuta a voz de alguém que te busca o ninho da própria alma!... Alguém que te acende a estrela da generosidade nos olhos e te adoça o sentimento, qual se trouxesses uma harpa de ternura escondida no peito.
Sim, é Jesus, o amigo fiel, que volta.
Ainda que não quisesses, lembrar-lhe-ias hoje os dons inefáveis, ao recordares as canções maternas que te embalaram o berço, o carinho de teu pai, ao recolher-te nos braços enternecidos, a paciência dos mestres que te guiaram na escola e o amor puro de velhas afeições que te parecem distantes.
Contemplas a rua, onde luminárias e cânticos lhe reverenciam a glória: entretanto, vergas-te ao peso das lágrimas que te desafogam o coração... É que ele te fala no íntimo, rogando perdão para os que erram, socorro aos que sofrem, agasalho aos que tremem na vastidão da noite, consolação aos que gemem desanimados e luz para os que jazem nas trevas.
Não hesites! Ouve-lhe a petição e faze algo! ... Sorri de novo para os que te ofenderam; abençoa os que te feriram; divide o farnel com os irmãos em necessidade; entrega um minuto de reconforto ao doente; oferece uma fatia de bolo aos que moram, sozinhos, sob ruínas e pontes abandonadas; estende um lençol macio aos que esperam a morte, sem aconchego do lar; cede pequenina parte de tua bolsa no auxílio às mães
fatigadas, que se afligem ao pé dos filhinhos que enlanguescem de fome, ou improvisa a felicidade de uma criança esquecida.
Não importa se diga que cultivas a bondade somente hoje quando o Natal te deslumbra!... Comecemos a viver com Jesus, ainda que seja por algumas horas, de quando em quando, e aprenderemos, pouco a pouco, a estar com ele, em todos os instantes, tanto quanto ele permanece conosco, tomando diariamente ao nosso convívio e sustentando-nos para sempre.
Meimei
Foto de Paulo Feitais
Embalados nas doces palavras de Meimei, que possamos elevar o coração ao Mestre, repletando-o de paz, alegria, bom ânimo, esperança, saúde, para construirmos um ano novo de conquistas, íntimas e externas, de felicidade e luz!
Brisas suaves...
Meu carinho
Carla
Sim, é Jesus, o amigo fiel, que volta.
Ainda que não quisesses, lembrar-lhe-ias hoje os dons inefáveis, ao recordares as canções maternas que te embalaram o berço, o carinho de teu pai, ao recolher-te nos braços enternecidos, a paciência dos mestres que te guiaram na escola e o amor puro de velhas afeições que te parecem distantes.
Contemplas a rua, onde luminárias e cânticos lhe reverenciam a glória: entretanto, vergas-te ao peso das lágrimas que te desafogam o coração... É que ele te fala no íntimo, rogando perdão para os que erram, socorro aos que sofrem, agasalho aos que tremem na vastidão da noite, consolação aos que gemem desanimados e luz para os que jazem nas trevas.
Não hesites! Ouve-lhe a petição e faze algo! ... Sorri de novo para os que te ofenderam; abençoa os que te feriram; divide o farnel com os irmãos em necessidade; entrega um minuto de reconforto ao doente; oferece uma fatia de bolo aos que moram, sozinhos, sob ruínas e pontes abandonadas; estende um lençol macio aos que esperam a morte, sem aconchego do lar; cede pequenina parte de tua bolsa no auxílio às mães
fatigadas, que se afligem ao pé dos filhinhos que enlanguescem de fome, ou improvisa a felicidade de uma criança esquecida.
Não importa se diga que cultivas a bondade somente hoje quando o Natal te deslumbra!... Comecemos a viver com Jesus, ainda que seja por algumas horas, de quando em quando, e aprenderemos, pouco a pouco, a estar com ele, em todos os instantes, tanto quanto ele permanece conosco, tomando diariamente ao nosso convívio e sustentando-nos para sempre.
Meimei
Foto de Paulo Feitais
Embalados nas doces palavras de Meimei, que possamos elevar o coração ao Mestre, repletando-o de paz, alegria, bom ânimo, esperança, saúde, para construirmos um ano novo de conquistas, íntimas e externas, de felicidade e luz!
Brisas suaves...
Meu carinho
Carla
terça-feira, 9 de outubro de 2007
Tente outra vez!
Queridos amigos
Com carinho, uma das músicas que mais gosto do Raul!
Tente outra vez
(Raul Seixas)
Veja!
Não diga que a canção está perdida
Tenha fé em Deus, tenha fé na vida
Tente outra vez
Beba!
Pois a água viva ainda tá na fonte
Você tem dois pés para cruzar a ponte
Nada acabou, não não não...
Tente!
Levante sua mão sedenta e recomece a andar
Não pense que a cabeça agüenta se você parar!
Há uma voz que canta, há uma voz que dança
Há uma voz que gira
Bailando no ar...
Queira!
Basta ser sincero e desejar profundo
Você será capaz de sacudir o mundo
Vai, tente outra vez
Tente!
E não diga que a vitória está perdida
Se é de batalhas que se vive a vida
Tente outra vez...
Foto de Carla
Beijos em brisas perfumadas!
Carla
Com carinho, uma das músicas que mais gosto do Raul!
Tente outra vez
(Raul Seixas)
Veja!
Não diga que a canção está perdida
Tenha fé em Deus, tenha fé na vida
Tente outra vez
Beba!
Pois a água viva ainda tá na fonte
Você tem dois pés para cruzar a ponte
Nada acabou, não não não...
Tente!
Levante sua mão sedenta e recomece a andar
Não pense que a cabeça agüenta se você parar!
Há uma voz que canta, há uma voz que dança
Há uma voz que gira
Bailando no ar...
Queira!
Basta ser sincero e desejar profundo
Você será capaz de sacudir o mundo
Vai, tente outra vez
Tente!
E não diga que a vitória está perdida
Se é de batalhas que se vive a vida
Tente outra vez...
Foto de Carla
Beijos em brisas perfumadas!
Carla
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
Hoje é outro dia! - Mario Quintana
Queridos!
Hoje é dia de comemorar!
O quê? Você deve saber... se não sabe, invente!
Seja você o motivo!
Você está vivo!

"Aquele que quiser comemorar algo com seus semelhantes, deve aprender primeiramente a ser convidado de si mesmo.
Comemorar a vida significa se convidar sempre e cada vez, de novo, para um momento solene em que você mesmo comemora a vida.
Num momento desses, você vivencia muita alegria se for capaz de se calar interiormente e nesse calar chegar ao verdadeiro silêncio.
Faz bem deixar vir sobre si uma tranqüilidade e se entregar totalmente a ela. Atingimos isso se - nem que seja por 10 ou 15 minutos por dia - afastamos de nós todos os pensamentos negativos e torturantes, respiramos fundo e assim, tal como somos, nos entregamos à comemoração da vida: a alegria, a paz e a felicidade da mesma.
Comemorar a vida significa, em doação à ela, gradualmente subir até a felicidade dentro de si mesmo, se concentrando conscientemente nos momentos bons e alegres - minutos ou horas - em sua existência, e em pensamento, vislumbrar o belo.
O momento mais bonito.
Digo isso como pessoa altamente deficiente. E posso expressar que esse momento festivo diário é o momento mais precioso do dia e pertencem aos momentos mais belos da minha vida.
Nesses momentos posso, mesmo sendo deficiente limitada em meus movimentos, sonhar ilimitadamente com tudo o que é bom e belo.
Nesses momentos sou totalmente eu mesma.
E com Goethe partilho com todos aqueles, próximos ou distantes, que comigo "comemoram", a experiência: "Aquilo que alentamos dentro de nós, cresce: isso é uma lei secular da natureza".
Texto de Luise Meuser, traduzido por Tini Stoltenborg.
Todo meu carinho
Em brisas...
Carla
Hoje é dia de comemorar!
O quê? Você deve saber... se não sabe, invente!
Seja você o motivo!
Você está vivo!
"Aquele que quiser comemorar algo com seus semelhantes, deve aprender primeiramente a ser convidado de si mesmo.
Comemorar a vida significa se convidar sempre e cada vez, de novo, para um momento solene em que você mesmo comemora a vida.
Num momento desses, você vivencia muita alegria se for capaz de se calar interiormente e nesse calar chegar ao verdadeiro silêncio.
Faz bem deixar vir sobre si uma tranqüilidade e se entregar totalmente a ela. Atingimos isso se - nem que seja por 10 ou 15 minutos por dia - afastamos de nós todos os pensamentos negativos e torturantes, respiramos fundo e assim, tal como somos, nos entregamos à comemoração da vida: a alegria, a paz e a felicidade da mesma.
Comemorar a vida significa, em doação à ela, gradualmente subir até a felicidade dentro de si mesmo, se concentrando conscientemente nos momentos bons e alegres - minutos ou horas - em sua existência, e em pensamento, vislumbrar o belo.
O momento mais bonito.
Digo isso como pessoa altamente deficiente. E posso expressar que esse momento festivo diário é o momento mais precioso do dia e pertencem aos momentos mais belos da minha vida.
Nesses momentos posso, mesmo sendo deficiente limitada em meus movimentos, sonhar ilimitadamente com tudo o que é bom e belo.
Nesses momentos sou totalmente eu mesma.
E com Goethe partilho com todos aqueles, próximos ou distantes, que comigo "comemoram", a experiência: "Aquilo que alentamos dentro de nós, cresce: isso é uma lei secular da natureza".
Texto de Luise Meuser, traduzido por Tini Stoltenborg.
Todo meu carinho
Em brisas...
Carla
sexta-feira, 20 de julho de 2007
Se não houver amanhã
"Sabe, eu que costumava deixar muitas coisas para amanhã, resolvi lhe dizer, hoje, o quanto você é importante para mim, porque quando acordei pela manhã, uma pergunta ressoava na acústica de minha alma:
“E se não houver amanhã?”
Então, hoje eu quero me deter um pouco mais ao seu lado, ouvir suas idéias com mais atenção, observar seus gestos mais singelos, decorar o tom da sua voz, seu jeito de andar, de correr, de abraçar.
Porque... se não houver amanhã... eu quero saber qual é sua comida preferida, a música que você mais gosta, a sua cor predileta...
Hoje eu vou observar seu olhar, descobrir seus desejos, seus anseios, seus sonhos mais secretos e tentar realizá-los.
Porque, se não houver amanhã... eu quero ter gravada em minha retina o seu sorriso, seu jeito de ser, suas manias...
Hoje eu quero fazer uma prece ao seu lado, descobrir com você essa magia que traz tanta serenidade, quero subir aos céus com você, pelos fios invisíveis da oração.

Hoje eu vou me sentar com você na relva macia, ouvir a melodia dos pássaros e sentir a brisa acariciando meu rosto, colado ao seu, em silêncio... e sem pressa.
Hoje eu vou lhe pedir por favor, agradecer, me desculpar, pedir perdão, se for necessário.
Sabe, eu sempre deixei todas essas coisas para amanhã, mas o amanhã é apenas uma promessa... O hoje é presente.
Assim, se não houver amanhã, eu quero descobrir hoje qual é a flor que você mais gosta e lhe ofertar um belo ramalhete.
Quero conhecer seus receios, lhe aconchegar em meus braços e lhe transmitir confiança...
Hoje, quando você for se afastar de mim, vou segurar suas mãos e pedir para que fique um pouco mais ao meu lado.
Sabe, eu sempre costumo deixar as palavras gentis para dizer amanhã, carinhos para fazer amanhã, muita atenção para prestar amanhã, mas o amanhã talvez não nos encontre juntos.
Eu sei que muitas pessoas sofrem quando um ser amado embarca no trem da vida e parte sem que tenham chance de dizer o que sentem, e sei também que isso é motivo de muito remorso e sofrimento.
Por isso eu não quero deixar nada para amanhã, pois se o amanhã chegar e não nos encontrar juntos, você saberá tudo o que sinto por você e saberei também o que você sente por mim.
Nada ficará pendente...
Quero registrar na minha alma cada gesto seu.
Quero gravar em meu ser, para sempre, o seu sorriso, pois se a vida nos levar por caminhos diferentes eu terei você comigo, mesmo estando temporariamente separados.
Sabe, eu não sei se o amanhã chegará para nós, mas sei que hoje, hoje eu posso dizer a você o quanto você é importante para mim.
Seja você meu filho, minha filha, meu esposo ou esposa, um amigo talvez, você vai saber hoje, o quanto é importante para mim... porque, se não houver amanhã...
* * *
Amanhã o sol será o mesmo mensageiro da luz mas as circunstâncias, pessoas e coisas poderão estar diferentes.
Hoje significa o seu momento de agir, semear, investir suas possibilidades afetivas em favor daqueles que convivem com você.
Hoje é o melhor período de tempo na direção do tempo sem fim..."
(Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita)
If tomorrow never comes
Agradecendo aos amigos as mensagens e os presentes!
Deus abençoe vocês!
Beijos e brisas perfumadas...
Com carinho
Carla
“E se não houver amanhã?”
Então, hoje eu quero me deter um pouco mais ao seu lado, ouvir suas idéias com mais atenção, observar seus gestos mais singelos, decorar o tom da sua voz, seu jeito de andar, de correr, de abraçar.
Porque... se não houver amanhã... eu quero saber qual é sua comida preferida, a música que você mais gosta, a sua cor predileta...
Hoje eu vou observar seu olhar, descobrir seus desejos, seus anseios, seus sonhos mais secretos e tentar realizá-los.
Porque, se não houver amanhã... eu quero ter gravada em minha retina o seu sorriso, seu jeito de ser, suas manias...
Hoje eu quero fazer uma prece ao seu lado, descobrir com você essa magia que traz tanta serenidade, quero subir aos céus com você, pelos fios invisíveis da oração.
Hoje eu vou me sentar com você na relva macia, ouvir a melodia dos pássaros e sentir a brisa acariciando meu rosto, colado ao seu, em silêncio... e sem pressa.
Hoje eu vou lhe pedir por favor, agradecer, me desculpar, pedir perdão, se for necessário.
Sabe, eu sempre deixei todas essas coisas para amanhã, mas o amanhã é apenas uma promessa... O hoje é presente.
Assim, se não houver amanhã, eu quero descobrir hoje qual é a flor que você mais gosta e lhe ofertar um belo ramalhete.
Quero conhecer seus receios, lhe aconchegar em meus braços e lhe transmitir confiança...
Hoje, quando você for se afastar de mim, vou segurar suas mãos e pedir para que fique um pouco mais ao meu lado.
Sabe, eu sempre costumo deixar as palavras gentis para dizer amanhã, carinhos para fazer amanhã, muita atenção para prestar amanhã, mas o amanhã talvez não nos encontre juntos.
Eu sei que muitas pessoas sofrem quando um ser amado embarca no trem da vida e parte sem que tenham chance de dizer o que sentem, e sei também que isso é motivo de muito remorso e sofrimento.
Por isso eu não quero deixar nada para amanhã, pois se o amanhã chegar e não nos encontrar juntos, você saberá tudo o que sinto por você e saberei também o que você sente por mim.
Nada ficará pendente...
Quero registrar na minha alma cada gesto seu.
Quero gravar em meu ser, para sempre, o seu sorriso, pois se a vida nos levar por caminhos diferentes eu terei você comigo, mesmo estando temporariamente separados.
Sabe, eu não sei se o amanhã chegará para nós, mas sei que hoje, hoje eu posso dizer a você o quanto você é importante para mim.
Seja você meu filho, minha filha, meu esposo ou esposa, um amigo talvez, você vai saber hoje, o quanto é importante para mim... porque, se não houver amanhã...
* * *
Amanhã o sol será o mesmo mensageiro da luz mas as circunstâncias, pessoas e coisas poderão estar diferentes.
Hoje significa o seu momento de agir, semear, investir suas possibilidades afetivas em favor daqueles que convivem com você.
Hoje é o melhor período de tempo na direção do tempo sem fim..."
(Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita)
If tomorrow never comes
Agradecendo aos amigos as mensagens e os presentes!
Deus abençoe vocês!
Beijos e brisas perfumadas...
Com carinho
Carla
sábado, 30 de junho de 2007
Do abrir e fechar II
"Sendo Deus a Infinita plenitude, ele naturalmente transborda a sua plenitude para todos os lados. E quem está em condições de abertura ou receptividade, receberá desse transbordamento, e receberá na medida da sua receptividade. Receberá de graça essa graça divina; é o homem que determina a medida da sua receptividade. Mas isto não é merecimento no sentido usual do termo; é capacidade receptiva e nada mais. A condição principal para o recebimento desse transbordamento divino está no fato de o homem não se sentir como credor de Deus, e Deus como seu devedor. Esse erro funesto fecha todos os canais do homem, e a Fonte divina, por mais que transborde, não fluirá para dentro dos canais humanos, não por culpa de Deus, mas por culpa única do homem, que obstruiu seus canais.
A natureza toda recebe automaticamente esse transbordamento da plenitude divina, recebe inconscientemente, sem poder obstruir nem alargar os seus canais.
Mas o homem, dotado de certo livre-arbítrio, tem a possibilidade de abrir e alargar, ou então fechar e estreitar os seus canais.
Todos os dons de Deus são pura graça, nada é merecimento, pagamento, nem na natureza, nem no homem.
Essa atitude de espontâneo abrimento, em face do transbordamento da plenitude divina, enche o homem de jubilosa certeza e inefável felicidade."
Huberto Rohden
(Sabedoria das Parábolas)

Queridos
Reconsiderando o abrir e fechar...
Como precisamos estar abertos ao transbordamento da plenitude divina!
Estamos?
Beijos de luz
Brisas de paz
Meu carinho,
Carla
A natureza toda recebe automaticamente esse transbordamento da plenitude divina, recebe inconscientemente, sem poder obstruir nem alargar os seus canais.
Mas o homem, dotado de certo livre-arbítrio, tem a possibilidade de abrir e alargar, ou então fechar e estreitar os seus canais.
Todos os dons de Deus são pura graça, nada é merecimento, pagamento, nem na natureza, nem no homem.
Essa atitude de espontâneo abrimento, em face do transbordamento da plenitude divina, enche o homem de jubilosa certeza e inefável felicidade."
Huberto Rohden
(Sabedoria das Parábolas)
Queridos
Reconsiderando o abrir e fechar...
Como precisamos estar abertos ao transbordamento da plenitude divina!
Estamos?
Beijos de luz
Brisas de paz
Meu carinho,
Carla
sexta-feira, 29 de junho de 2007
Do abrir e fechar
Começava o dia, depois dos cumprimentos habituais, abrindo-me como flor, sedenta dos raios de sol...
- Adoro esta música...
- Hoje tenho aula de X...
- Sinto frio... sinto calor... sinto...
Mas agora, tenho outra opinião: nem sempre é bom externar-me assim.
Primeiro para não ser um incômodo. Nem sempre os ouvintes estão interessados.
Depois, porque há partes feias que devem ficar onde estão, em processo de mudança, sem divulgação.
Não é falta de sinceridade.
Antes, é compaixão pelos outros e, por mim também.
Então, era uma flor que me abria inteira, alegre e descuidada.
Agora quero guardar um pouco das cores, um pouco do perfume, um pouco de tudo para mim. Para que eu analise, considere, transforme.
E ofereça a melhor cor, o melhor perfume, sempre!
Conhecer-me, em profundidade, antes de mostrar-me.
Porque, no fundo, falar de mim era apenas uma tentativa de ouvir-me!

"Antes de falardes com quem quer que seja, afrouxai os nervos, apelai para a Força Divina, que vos responderá, pela consciência.
Dirigi o bom humor a todas as direções; fazei-vos alegres e movimentai vossos lábios como se eles estivessem derramando amor sobre quem vos ouve.
E, se tendes a mente disciplinada e podeis fazer várias coisas à mesma hora, idealizai uma chuva de fluidos espirituais superiores, caindo sobre vossos interlocutores, desejando-lhes aquela paz provinda do coração."
Miramez
(mesma obra já citada)
Todo meu carinho
Em brisas perfumadas
Carla
- Adoro esta música...
- Hoje tenho aula de X...
- Sinto frio... sinto calor... sinto...
Mas agora, tenho outra opinião: nem sempre é bom externar-me assim.
Primeiro para não ser um incômodo. Nem sempre os ouvintes estão interessados.
Depois, porque há partes feias que devem ficar onde estão, em processo de mudança, sem divulgação.
Não é falta de sinceridade.
Antes, é compaixão pelos outros e, por mim também.
Então, era uma flor que me abria inteira, alegre e descuidada.
Agora quero guardar um pouco das cores, um pouco do perfume, um pouco de tudo para mim. Para que eu analise, considere, transforme.
E ofereça a melhor cor, o melhor perfume, sempre!
Conhecer-me, em profundidade, antes de mostrar-me.
Porque, no fundo, falar de mim era apenas uma tentativa de ouvir-me!
"Antes de falardes com quem quer que seja, afrouxai os nervos, apelai para a Força Divina, que vos responderá, pela consciência.
Dirigi o bom humor a todas as direções; fazei-vos alegres e movimentai vossos lábios como se eles estivessem derramando amor sobre quem vos ouve.
E, se tendes a mente disciplinada e podeis fazer várias coisas à mesma hora, idealizai uma chuva de fluidos espirituais superiores, caindo sobre vossos interlocutores, desejando-lhes aquela paz provinda do coração."
Miramez
(mesma obra já citada)
Todo meu carinho
Em brisas perfumadas
Carla
terça-feira, 26 de junho de 2007
Pensar e ser feliz...
Como tu vais?
Mente sã em corpo são?
Acreditas nestas palavras? Acreditas que o pensar correto leva à saúde?
Divido contigo o pensamento de Miramez sobre este assunto.

"Pensar e falar sempre na saúde.
Pensar e comentar assuntos de alegria pura.
O humorismo sadio é portador de esperanças e de paz.
As boas maneiras, a decência, a cordialidade, o equilíbrio das emoções, tudo isto são toques de compensação funcional do corpo, que nascem na mente, passam pelos centros de força, ganhando amplitude nas glândulas que fornecem vitalidade hormonial a todos os departamentos somáticos.
A felicidade se inicia no pensamento.
O trabalho é vosso.
Começai e sereis ajudados por Deus."
Miramez
(MAIA, J. N. "Horizontes da Mente". Pelo Espírito Miramez.3ª ed. Belo Horizonte, MG: Editora Espírita Cristã Fonte Viva. 1986. Capítulo Horizontes da Mente.)
Envolvendo-te em flores brancas alaranjadas
De paz e alegria!
Brisas perfumadas,
Meu carinho,
Carla
Mente sã em corpo são?
Acreditas nestas palavras? Acreditas que o pensar correto leva à saúde?
Divido contigo o pensamento de Miramez sobre este assunto.
"Pensar e falar sempre na saúde.
Pensar e comentar assuntos de alegria pura.
O humorismo sadio é portador de esperanças e de paz.
As boas maneiras, a decência, a cordialidade, o equilíbrio das emoções, tudo isto são toques de compensação funcional do corpo, que nascem na mente, passam pelos centros de força, ganhando amplitude nas glândulas que fornecem vitalidade hormonial a todos os departamentos somáticos.
A felicidade se inicia no pensamento.
O trabalho é vosso.
Começai e sereis ajudados por Deus."
Miramez
(MAIA, J. N. "Horizontes da Mente". Pelo Espírito Miramez.3ª ed. Belo Horizonte, MG: Editora Espírita Cristã Fonte Viva. 1986. Capítulo Horizontes da Mente.)
Envolvendo-te em flores brancas alaranjadas
De paz e alegria!
Brisas perfumadas,
Meu carinho,
Carla
quarta-feira, 13 de junho de 2007
As Rosas do Infinito
Em deslumbrante paisagem da Esfera superior, diversos mensageiros se congregavam em curioso certame. Procediam de lugares diversos e traziam flores para importante aferição de mérito.
Na praça enorme, pavimentada de substância semelhante ao jade, colunas multicores exibiam guirlandas de soberana beleza.
Rosas de todos os feitios e cravos soberbos, gerânios e glicínias, lírios e açucenas, miosótis e crisântemos exaltavam a Sabedoria do Criador em festa espetacular de cores e perfumes.
Envergando túnicas resplendentes, servidores espirituais iam e vinham, à espera dos juízes angélicos.
A exposição singular destinava-se à verificação da existência de luz divina, nos múltiplos exemplares que aí se alinhavam, salientando-se que os espécimes com maior teor de claridade celeste seriam conduzidos ao Trono do Eterno, como preito de amor e reconhecimento dos trabalhadores do bem.
Os julgadores não se fizeram esperados.
Quando a expectação geral se mostrava adiantada, três emissários da Majestade Sublime atravessaram as portas de dourada filigrana e, depois das saudações afetuosas, iniciaram o trabalho que lhes competia. Aquele que detinha mais elevada posição hierárquica trazia nas mãos uma toalha de linho translúcido, o único apetrecho que certamente utilizaria na tarefa de análise das preciosidades expostas.
Cada ramo era seguido de pequena comissão representativa do serviço espiritual em que fora elucidado.
Aproximou-se o primeiro grupo, trazendo uma braçada de rosas, tecidas com as emoções do carinho materno que, lançadas à toalha surpreendente, expediram suaves irradiações em azul indefinível, e os anjos abençoaram o devotamento das mães, que preservam os tesouros de Deus, na posição de heroínas desconhecidas.
Logo após, brilhante conjunto de Espíritos jubilosos deitou ao pano singular uma coroa de lírios, formados pelas vibrações de fervor das almas piedosas que se devotam nos templos ao culto da fé. Safirinas emanações cruzaram o espaço e os celestes embaixadores louvaram os santos misteres de todos os religiosos do mundo.
Em seguida, alegre comissão juvenil trouxe a exame delicado ramalhete de açucenas, estruturadas nos sonhos e nas esperanças dos noivos que sabem guardar a Bênção Divina, e raios verdes de brilho intraduzível se projetaram em todas as direções, enquanto os emissários do Todo-Misericordioso entoaram encômios aos afetos santificantes das almas.
Lindas crianças foram portadoras de formosa auréola de jasmins, nascidos da ternura infantil, e que, depostos sobre a toalha miraculosa, emitiram alvíssima luz, semelhante a fios de aurora, incidindo sobre a neve.
Depois, pequeno agrupamento de criaturas iluminadas colocou, sob os olhos dos anjos, bela grinalda de cravos rubros, colhidos na renunciação dos sábios e dos heróis, a serviço da Humanidade, que exteriorizaram vermelhas emanações, quais se fossem constituídas de eterizados rubis.
E, assim, cada comissão submeteu ao trabalho seletivo as jóias que trazia.
O devotamento dos pais, os laços esponsalícios, a dedicação dos filhos, o carinho dos verdadeiros amigos, a devoção de vários matizes ali se achavam magnificamente representados pelas flores cuja essência lhes correspondia.
Em derradeiro lugar, compareceu a mais humilde comissão da festa.
Quatro almas, revelando características de extrema simplicidade, surgiram com um ramo feio e triste. Eram rosas mirradas, de cor arroxeada, mostrando pontos esbranquiçados a guisa de manchas, a desabrocharem ao longo de hastes espinhosas e repelentes. Depostas, no entanto, sobre a mágica toalha, inflamaram-se de luz solar, a irradiar-se do recinto à imensidão dos Céus.
Os três anjos puseram-se de joelhos. Inesperada comoção encheu de lágrimas os olhos espantados da enorme assembléia. E porque alguns dos presentes chorassem, com interrogações imanifestas, o grande juiz do certame esclareceu, emocionado:
- Estas flores são as rosas de amor que raros trabalhadores do bem cultivam nas sombras do inferno. São glórias do sentimento puro, da fraternidade real, da suprema consagração à virtude, porque somente as almas libertas de todo o egoísmo conseguem servir a Deus, na escória das trevas. Os acúleos que se destacam nas hastes agressivas simbolizam as dificuldades superadas, as pétalas roxas simbolizam o arrependimento e a consolação dos que já se transferiram da desolação para a esperança, e os pontos alvos expressam o pranto mudo e aflitivo dos heróis anônimos que sabem servir sem reclamar...
E, entre cânticos de transbordante alegria, as rosas estranhas subiram rutilantes do Paraíso.
Oh vós, que lutais no caminho empedrado de cada dia, enxugai as lágrimas e esperai! As flores mais sublimes para o Céu nascem na Terra, onde os companheiros de boa-vontade sabem viver para a vitória do bem, com o suor do trabalho incessante e com as lágrimas silenciosas do próprio sacrifício.
Irmão X
(psicografia de Francisco Cândido Xavier, no livro Contos e Apólogos)

Beijos e brisas
Carla
Na praça enorme, pavimentada de substância semelhante ao jade, colunas multicores exibiam guirlandas de soberana beleza.
Rosas de todos os feitios e cravos soberbos, gerânios e glicínias, lírios e açucenas, miosótis e crisântemos exaltavam a Sabedoria do Criador em festa espetacular de cores e perfumes.
Envergando túnicas resplendentes, servidores espirituais iam e vinham, à espera dos juízes angélicos.
A exposição singular destinava-se à verificação da existência de luz divina, nos múltiplos exemplares que aí se alinhavam, salientando-se que os espécimes com maior teor de claridade celeste seriam conduzidos ao Trono do Eterno, como preito de amor e reconhecimento dos trabalhadores do bem.
Os julgadores não se fizeram esperados.
Quando a expectação geral se mostrava adiantada, três emissários da Majestade Sublime atravessaram as portas de dourada filigrana e, depois das saudações afetuosas, iniciaram o trabalho que lhes competia. Aquele que detinha mais elevada posição hierárquica trazia nas mãos uma toalha de linho translúcido, o único apetrecho que certamente utilizaria na tarefa de análise das preciosidades expostas.
Cada ramo era seguido de pequena comissão representativa do serviço espiritual em que fora elucidado.
Aproximou-se o primeiro grupo, trazendo uma braçada de rosas, tecidas com as emoções do carinho materno que, lançadas à toalha surpreendente, expediram suaves irradiações em azul indefinível, e os anjos abençoaram o devotamento das mães, que preservam os tesouros de Deus, na posição de heroínas desconhecidas.
Logo após, brilhante conjunto de Espíritos jubilosos deitou ao pano singular uma coroa de lírios, formados pelas vibrações de fervor das almas piedosas que se devotam nos templos ao culto da fé. Safirinas emanações cruzaram o espaço e os celestes embaixadores louvaram os santos misteres de todos os religiosos do mundo.
Em seguida, alegre comissão juvenil trouxe a exame delicado ramalhete de açucenas, estruturadas nos sonhos e nas esperanças dos noivos que sabem guardar a Bênção Divina, e raios verdes de brilho intraduzível se projetaram em todas as direções, enquanto os emissários do Todo-Misericordioso entoaram encômios aos afetos santificantes das almas.
Lindas crianças foram portadoras de formosa auréola de jasmins, nascidos da ternura infantil, e que, depostos sobre a toalha miraculosa, emitiram alvíssima luz, semelhante a fios de aurora, incidindo sobre a neve.
Depois, pequeno agrupamento de criaturas iluminadas colocou, sob os olhos dos anjos, bela grinalda de cravos rubros, colhidos na renunciação dos sábios e dos heróis, a serviço da Humanidade, que exteriorizaram vermelhas emanações, quais se fossem constituídas de eterizados rubis.
E, assim, cada comissão submeteu ao trabalho seletivo as jóias que trazia.
O devotamento dos pais, os laços esponsalícios, a dedicação dos filhos, o carinho dos verdadeiros amigos, a devoção de vários matizes ali se achavam magnificamente representados pelas flores cuja essência lhes correspondia.
Em derradeiro lugar, compareceu a mais humilde comissão da festa.
Quatro almas, revelando características de extrema simplicidade, surgiram com um ramo feio e triste. Eram rosas mirradas, de cor arroxeada, mostrando pontos esbranquiçados a guisa de manchas, a desabrocharem ao longo de hastes espinhosas e repelentes. Depostas, no entanto, sobre a mágica toalha, inflamaram-se de luz solar, a irradiar-se do recinto à imensidão dos Céus.
Os três anjos puseram-se de joelhos. Inesperada comoção encheu de lágrimas os olhos espantados da enorme assembléia. E porque alguns dos presentes chorassem, com interrogações imanifestas, o grande juiz do certame esclareceu, emocionado:
- Estas flores são as rosas de amor que raros trabalhadores do bem cultivam nas sombras do inferno. São glórias do sentimento puro, da fraternidade real, da suprema consagração à virtude, porque somente as almas libertas de todo o egoísmo conseguem servir a Deus, na escória das trevas. Os acúleos que se destacam nas hastes agressivas simbolizam as dificuldades superadas, as pétalas roxas simbolizam o arrependimento e a consolação dos que já se transferiram da desolação para a esperança, e os pontos alvos expressam o pranto mudo e aflitivo dos heróis anônimos que sabem servir sem reclamar...
E, entre cânticos de transbordante alegria, as rosas estranhas subiram rutilantes do Paraíso.
Oh vós, que lutais no caminho empedrado de cada dia, enxugai as lágrimas e esperai! As flores mais sublimes para o Céu nascem na Terra, onde os companheiros de boa-vontade sabem viver para a vitória do bem, com o suor do trabalho incessante e com as lágrimas silenciosas do próprio sacrifício.
Irmão X
(psicografia de Francisco Cândido Xavier, no livro Contos e Apólogos)
Beijos e brisas
Carla
terça-feira, 12 de junho de 2007
Para ti...
Alma querida...
Tu, que esperaste a palavra singela,
O sorriso desabrochado em qualquer hora do dia...
E, esperando, espalhaste, ao redor dos teus passos
A poesia que te preenche o peito,
Os quadros belos que te povoam os sonhos
As pérolas das lágrimas de ternura que orvalharam tuas mãos durante os afazeres cotidianos...
A ti, alma querida,
Merecedora de todo meu afeto e gratidão...
Desfolho versos para teus olhos e ouvidos...
Esparjo flores imateriais para deleitar teus sentidos...
E te abraço, estreitando teu coração ao meu!
Felicidades! Paz!
Eis os versos, de Tagore, meu presente!
"Sinfonia da Esperança
Inclina teu ouvido, meu amigo, e escuta a melodia da terra, derramando a música da fartura!
A cana de bambu, esvaziada de vida, também se dobra em busca do chão, para enriquecer-se de melodia.
O teu pequeno sofrimento de soledade se mistura ao infinito sofrimento de soledade do mundo.
E enquanto aos teus ouvidos não chegue a acústica da grande dor, a tua dor não romperá a concha da acústica da felicidade de todos...
Toma da vara de bambu e sopra nela, qual uma frauta, e deixa que teu campo de tristeza cante a tua dor, na tristeza de todas as dores que não podem cantar!
E enche... enche com a melodia que teus ouvidos captem da abundância do chão, o vazio do teu coração deserto...
E verificarás, atônito, que o amor, quanto mais se doa mais se enriquece, e quanto mais se esvazia mais se embebeda de amplidão...
Encontrei-te um dia, amigo, e pediste para que eu cantasse.
A minha voz se perdia na sinfonia da Terra em festa, e eu não podia cantar!
Chamaste-me "amigo", e a voz da tua melodia deu melodia à minha voz, para que eu te chamasse "irmão"!
Acompanhei com os olhos a abelha, ébria de zumbido, no festival sonoro que a Natureza cantava!
E vi-a avançar em redemoinho de festa até à última flor de lótus, que derramava perfume.
Avancei precípite e arranquei a débil mensagem da vida perfumada, e saí a procurar-te, amigo, para recolher nas pétalas mimosas as tuas lágrimas, como o orvalho de um irmão, na intimidade da terra que nos dava o lótus, como a fartura no seu seio maternal.
E por isso, agora que o outono não mais nos pode atender, deixa-me segurar-te a mão, para cantar contigo, na tristeza do nosso caminho, a sinfonia da esperança, como abelhas do trabalho, embriagadas, na primavera, no festival das alegrias!"
Rabindranath Tagore
(psicografado por Divaldo Pereira Franco)

Beijos suaves em brisas perfumadas!
Carla
Tu, que esperaste a palavra singela,
O sorriso desabrochado em qualquer hora do dia...
E, esperando, espalhaste, ao redor dos teus passos
A poesia que te preenche o peito,
Os quadros belos que te povoam os sonhos
As pérolas das lágrimas de ternura que orvalharam tuas mãos durante os afazeres cotidianos...
A ti, alma querida,
Merecedora de todo meu afeto e gratidão...
Desfolho versos para teus olhos e ouvidos...
Esparjo flores imateriais para deleitar teus sentidos...
E te abraço, estreitando teu coração ao meu!
Felicidades! Paz!
Eis os versos, de Tagore, meu presente!
"Sinfonia da Esperança
Inclina teu ouvido, meu amigo, e escuta a melodia da terra, derramando a música da fartura!
A cana de bambu, esvaziada de vida, também se dobra em busca do chão, para enriquecer-se de melodia.
O teu pequeno sofrimento de soledade se mistura ao infinito sofrimento de soledade do mundo.
E enquanto aos teus ouvidos não chegue a acústica da grande dor, a tua dor não romperá a concha da acústica da felicidade de todos...
Toma da vara de bambu e sopra nela, qual uma frauta, e deixa que teu campo de tristeza cante a tua dor, na tristeza de todas as dores que não podem cantar!
E enche... enche com a melodia que teus ouvidos captem da abundância do chão, o vazio do teu coração deserto...
E verificarás, atônito, que o amor, quanto mais se doa mais se enriquece, e quanto mais se esvazia mais se embebeda de amplidão...
***
Encontrei-te um dia, amigo, e pediste para que eu cantasse.
A minha voz se perdia na sinfonia da Terra em festa, e eu não podia cantar!
Chamaste-me "amigo", e a voz da tua melodia deu melodia à minha voz, para que eu te chamasse "irmão"!
***
Acompanhei com os olhos a abelha, ébria de zumbido, no festival sonoro que a Natureza cantava!
E vi-a avançar em redemoinho de festa até à última flor de lótus, que derramava perfume.
Avancei precípite e arranquei a débil mensagem da vida perfumada, e saí a procurar-te, amigo, para recolher nas pétalas mimosas as tuas lágrimas, como o orvalho de um irmão, na intimidade da terra que nos dava o lótus, como a fartura no seu seio maternal.
E por isso, agora que o outono não mais nos pode atender, deixa-me segurar-te a mão, para cantar contigo, na tristeza do nosso caminho, a sinfonia da esperança, como abelhas do trabalho, embriagadas, na primavera, no festival das alegrias!"
Rabindranath Tagore
(psicografado por Divaldo Pereira Franco)
Beijos suaves em brisas perfumadas!
Carla
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