terça-feira, 14 de março de 2006

Ouvindo vozes...

Outro dia, eu e as crianças observávamos algumas fotos de pessoas de diversos lugares, em diversas situações.
E, a par da fraternidade, que era o tema do dia, ficamos nos perguntando o que aquelas imagens sucitavam em nós...
Solidariedade?
Medo?
Saudade?
Compaixão?
Repulsa?
Fraternidade?
Amor?

Há mesmo um laço invisível unindo todos os seres...



Every time I think of you
I feel shot right through with a bolt of blue
It's no problem of mine but it's a problem I find
Living a life that I can't leave behind
(...)

Every time I see you falling
I get down on my knees and pray
I'm waiting for that final moment
You'll say the words that I can't say



I feel fine and I feel good
I'm feeling like I never should
Whenever I get this way, I just don't know what to say
(...)

Every time I see you falling
I get down on my knees and pray
I'm waiting for that final moment
You'll say the words that I can't say

New Order, com modificações...




Quisera me ouvissem tão claro assim...
Ouvissem vibrações de paz, de alento, de calma, de amor!
Muito amor a envolvê-los!

Brisas

Carla

quarta-feira, 8 de março de 2006

Sobre uma rosa...

"Certa vez, um homem plantou uma roseira e passou a regá-la constantemente.
Assim que ela soltou seu primeiro botão que em breve desabrocharia, o homem notou espinhos sobre o talo e pensou consigo mesmo: "como pode uma flor tão bela vir de uma planta rodeada de espinhos?"
Entristecido com o fato, ele se recusou a regar a roseira e, antes mesmo de estar pronta para desabrochar, a rosa morreu.



Isso acontece com muitos de nós com relação à nossa semeadura.
Plantamos um sonho e, quando surgem as primeiras dificuldades, abandonamos a lavoura.
Fazemos planos de felicidade, desejamos colher flores perfumadas e, quando percebemos os desafios que se apresentam, logo desistimos e o nosso sonho não se realiza.
Os espinhos são exatamente os desafios que se apresentam para que possamos superá-los.
Se encontramos pedras no caminho é para que aprendamos a retirá-las e, dessa forma, nossos músculos se tornem mais fortes.
Não há como chegar ao topo da montanha sem passar pelos obstáculos naturais da caminhada. E o mérito está justamente na superação desses obstáculos.
O que geralmente ocorre é que não prestamos muita atenção na forma de realizar nossos objetivos e, por isso, desistimos com facilidade e até justificamos o fracasso lançando a culpa em alguém ou em alguma coisa.
O importante é que tenhamos sempre em mente que se desejamos colher flores, temos que preparar o solo, selecionar cuidadosamente as sementes, plantá-las, regá-las sistematicamente e, só depois, colher.
Se esperamos colher antes do tempo necessário, então a decepção surgirá.
Se temos um projeto de felicidade, é preciso investir nele.
E considerar também a possibilidade de mudanças na estratégia.
Se, por exemplo, desejamos um emprego estável, duradouro, e não estamos conseguindo, talvez tenhamos que rever a nossa competência e nossa disposição de aprender.
Não adianta jogar a culpa nos governantes nem na sociedade, é preciso, antes de tudo, fazer uma avaliação das nossas possibilidades pessoais.
Se desejamos uma relação afetiva duradoura, estável, tranqüila, e não conseguimos, talvez seja preciso analisar ou reavaliar nossa forma de amar.
Quando os espinhos de uma relação aparecem, é hora de pensar numa estratégia diferente, ao invés de culpar homens e mulheres ou a agitação da vida moderna, ou simplesmente deixar a rosa do afeto morrer de sede.

Há pessoas que, como o homem que deixou a roseira morrer, deixam seus sonhos agonizarem por falta de cuidados ou diminuem o seu tamanho. Vão se contentando com pouco, na esperança de sofrer menos.
Mas o ideal é estabelecer um objetivo e investir esforços para concretizá-lo.
Se no percurso aparecerem alguns espinhos, é que estamos sendo desafiados a superá-los, e jamais a desistir."

Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.



Viva as rosas!
Brisas em seu coração...

Carla

domingo, 5 de março de 2006

Pingos de Luz

Quando era menor (e, em sendo menor, leia-se menos consciente de tudo - e ainda sou pequena!), considerava o último capítulo de O Evangalho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, "Preces Espíritas", como uma referência interessante para consultas, apenas... Não via ainda ali a fonte de luz, pingos de luz, nas noites da alma...
Hoje vislumbro!
E da alegria que tive, divido, mãos em brisas de carinho, o carinho que recebi!



Prece para pedir a corrigenda de um defeito

Prefácio: os nossos maus instintos resultam da imperfeição do nosso próprio Espírito e não da nossa organização física; a não ser assim, o homem se acharia isento de toda espécie de responsabilidade. De nós depende a nossa melhoria, pois todo aquele que se acha no gozo de suas faculdades tem, com relação a todas as coisas, a liberdade de fazer ou de não fazer. Para praticar o bem, de nada mais precisa senão do querer.

Prece

"Deste-me, ó meu Deus, a inteligência necessária a distinguir o que é bem do que é mal. Ora, do momento em que reconheço que uma coisa é má, torno-me culpado, se não me esforçar por lhe resistir.

Preserva-me do orgulho que me poderia impedir de perceber os meus defeitos e dos maus Espíritos que me possam incitar a perseverar neles.

Entre as minhas imperfeições, reconheço que sou particularmente propenso a...; e, se não resisto a esse pendor, é porque contraí o hábito de a ele ceder.

Não me criaste culpado, pois que és justo, mas com igual aptidão para o bem e para o mal; se tomei o mau caminho, foi por efeito do meu livre-arbítrio. Todavia, pela mesma razão que tive a liberdade de fazer o mal, tenho a de fazer o bem e, conseguintemente, a de mudar de caminho.

Meus atuais defeitos são restos das imperfeições que conservei das minhas precedentes existências; são o meu pecado original, de que me posso libertar pela ação da minha vontade e com a ajuda dos Espíritos bons.

Bons Espíritos que me protegeis, e sobretudo tu, meu anjo da guarda, dai-me forças para resistir às más sugestões e para sair vitorioso da luta.

Os defeitos são barreiras que nos separam de Deus e cada um que eu suprima será um passo dado na senda do progresso que dele me há de aproximar.

O Senhor, em sua infinita misericórdia, houve por bem conceder-me a existência atual, para que servisse ao meu adiantamento. Bons Espíritos, ajudai-me a aproveitá-la, para que me não fique perdida e para que, quando ao Senhor aprouver ma retirar, eu dela saia melhor do que entrei."

Todo meu carinho
Em sopros de paz!

Carla

sábado, 25 de fevereiro de 2006

Tagore

Um poema de Tagore...
Um carinho na brisa dessas letras em teu coração!



"Quem é este bem-amado, que anuncia a chegada com arautos, trombeteando primavera, no carro doirado do sol?

Desde cedo, sentado na cabana de palha à margem do rio, tenho seguido os acontecimentos com ansiedade crescente.

Pelas águas mansas passam deslizantes, na crista das ondas, jovens guirlandas de flores, desmanchadas por mãos contentes, e o perfume estranho da camomila se mistura, zombeteiro, ao aroma das mangueiras arrebentadas em miúdas flores claras, fazendo uma festa diferente junto de mim.

As sombras do matagal bateram em retirada, fugindo com pés silenciosos, quando chegou a mensagem esfogueada no rosto do sol.

Quem será esse estranho hóspede que, desconhecido embora, sacode meu coração, fazendo-se bem amado?

Colhi, com mãos nervosas, flores brancas de jasmim, e deixei minhas ocupações na esteira do chão, para tecer afanosamente a coroa, com que lhe ornarei, respeitoso, a cabeça, após a longa viagem.

Que chegue logo, com sua abençoada face de primavera rósea, esse alguém bem amado, que sacode o meu coração!"

Brisas leves
De paz!

Carla

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006

Brilhar!

I am standing at the crossroads to heaven.
Never prayed like I’m praying today.
I am one light away from shadows.
And only Grace to lead the way.

And I am reaching for your loving arms to hold me
And I am weary searching for rest.
Just one light away from shadows
And my soul must pass this test.

Shine on! Shine on! Faith be evermore strong.
Just one light away from shadows.
And by Grace we do no wrong.

--hymn from Cassandra


Michelangelo

É preciso ver a luz em nós...
Brisas

Carla

terça-feira, 7 de fevereiro de 2006

Um passeio...

Acordar com um sopro sobre o rosto!
E antes mesmo de perceber tua presença, sabê-la. Olhar e não ver. Duvidar...

Era assim feito neblina desfeita pelo sol, mas ainda neblina.
Ainda sonho, ainda esperança, ainda fumaça esvanecendo no ar.
Ainda um toque de frio contra o calor do sol.

Então eram todos os sons despertos: os carros, os ventos, os ditos, as risadas, os lamentos...
E a única voz não ouvida soando tão alta no silêncio da minha expectativa.

Dias aqueles, em que se vive por um carinho que pode não vir...
E se perceber viva ainda...

Ternuras
Pétalas de rosas brancas acetinadas
Sopradas com toda esperança da alma
Ao vento
Para que cheguem ao seu destino

Brumas...
Graças a Deus já é dia!
Graças a Deus estou viva!

Há algo verde brilhante como seiva
Sorrio flores
Anseio o sol
Chuvas
Brisas


Claude Monet, 1875
The Promenade, Woman with a Parasol


Beijos de serenidade
Nas brisas,
Meu olhar sobre ti!

Carla

sábado, 28 de janeiro de 2006

Depois da chuva 2

"Quanta coisa, amor, vimos se perder (...)
Feche os olhos, me dê a mão...
Que a chuva logo passa
E sol volta a brilhar..."
(Depois da chuva, Marcelo Bonfá)



(essa imagem veio daqui...)

Mãos muito doloridas e prenúncio de bolhas!
Bendito rodo que me ajudou a limpar a água empoçada!

Flores orvalhadas sobre vocês
Um beijo
Suspirado de cansaço... :)

Carla

Depois da chuva

"Eu quero olhar ao meu redor
E ver além do que meus olhos podem ver..."
(Depois da chuva, Marcelo Bonfá)


Queridos

Eu também fiquei ilhada, esperando a chuva passar, a água abaixar, esperando...
Enquanto ilhados, havia conversas, tão bom ter gente ao nosso lado!
E quando saímos, eu ria de nervoso dos caminhos fechados, da escuridão ao meu redor, aquela água toda, tantas tentativas de ir para algum lugar...

Vendo por dentro aquele sorriso discreto que os anjos da guarda nos endereçam quando ousamos pensar em reclamar de alguma coisa...
Vendo por fora as tragédias todas se desenharem no tempo passado: as pessoas pelas quais passávamos nas ruas, os carros quebrados, as motos caídas, os sinais piscantes, o movimento incansável das ambulâncias e dos socorristas... Lama, água, óleo, céu nublado, trovões!


Foto de Marcos Issa

A chegada foi tranqüila, lá pela meia-noite.
Se fosse lua cheia, se eu morasse mais perto,
Se eu conseguisse enxergar...
Teria visto, depois da tempestade
Que nossa cidade
Adormeceu assim:


Foto de Custódio Coimbra

Um beijo
Em brisas perfumadas e coloridas
Meu carinho e gratidão


Carla

quinta-feira, 5 de janeiro de 2006

Urgência

Sinto saudades da Andrea!
Lá da Finlândia, ela era um coração quente a irradiar alegria e muito bom senso... Deve estar com muito trabalho, quem sabe filho, tanto tempo já passou... Receba ela vibrações de paz!

Aos poucos vou tendo a felicidade de reencontrar aqueles que nos são caros ao coração. Ainda penso, como o Pequeno Príncipe, que horas marcadas são uma felicidade prévia (nada como esperar pelo encontro, que alegria!)...

Tenho urgência, no entanto... Vejo os dias escoarem-se rápidos demais, antes mesmo que possa corrigir meus pensamentos e alinhá-los com os sentimentos transbordantes de meu coração!

Por isso, se tu vieste aqui, seja bem-vindo!
Seja extremamente bem-vindo!
Sinta todas as brisas acariciando suavemente teus cabelos!
Descanse os olhos na paisagem e nas flores que te escolhi!
E deleite tua mente na mensagem que separei para esse momento!

Ei-la:


O que é o Amor?
(desconheço o autor)

Um esposo foi visitar um sábio conselheiro e disse-lhe que já não amava sua esposa e que pensava em separar-se.
O sábio escutou-o, olhou-o nos olhos e disse-lhe apenas uma palavra:

- Ame-a.

E logo se calou.
- Mas, já não sinto nada por ela!
- Ame-a, disse-lhe novamente o sábio.
E diante do desconcerto do senhor, depois de um breve silêncio, disse-lhe o seguinte:

"Amar é uma decisão, não um sentimento;
Amar é dedicação e entrega...
Amar é um verbo e o fruto dessa ação é o amor...

O amor é um exercício de jardinagem: arranque o que faz mal, prepare o terreno, semeie, seja paciente, regue e cuide...

Esteja preparado porque haverá pragas, secas ou excessos de chuvas mas nem por isso abandone o seu jardim...

Ame seu par, ou seja, aceite-o, valorize-o, respeite-o, dê afeto e ternura, admire e compreenda-o...

Isso é tudo... Ame!!!"

Meu carinho de ano novo,
Carregado de pólen de esperança
E minha felicidade de te ver feliz...

Leva esse brilho nos olhos
À feição de flor que se ganha de presente
Terna lembrança minha ao teu coração

Beijo em cada brisa
Carla

quarta-feira, 4 de janeiro de 2006

Agradece

Agradecendo o carinho que me envolve sempre...



Agradece as mãos que te constroem a existência, decorando-a com as tintas da alegria e da esperança, mas endereça os teus pensamentos de gratidão àquelas outras que te ferem com os espinhos da incompreensão, ensinando-te a conviver e a servir.

Agradece as vozes que te embalam os anseios, entretecendo hinos de paz e amor com que te inspiram as melhores realizações, no entanto, envia as tuas vibrações de reconhecimento àquelas outras que te exageram essa ou aquela falha, induzindo-te a compreender e a perdoar.

Agradece aos amigos que te proporcionam a mesa farta, impulsionando-te a pensar na abastança da Terra, mas não recuses respeito àqueles que, em algum tempo, te sonegaram o pão, levando-te a prestigiar a fraternidade e a beneficência.

Agradece aos irmãos que te reconhecem a nobreza de sentimentos, louvando-te o trabalho, entretanto, não olvides o apreço que se deve àqueles outros que te menosprezam, auxiliando-te a descobrir os tesouros da humildade e da tolerância.

Certa feita, um pedaço de carbono sumido no monturo pediu a Deus o levasse para a superfície da Terra, a fim de ser mais útil. O Supremo Senhor ouviu-lhe a súplica e determinou fosse ele detido no subsolo para a devida maturação. O minério humilde aceitou a resposta e permaneceu na clausura, por séculos e séculos, suportando a química da natureza com o assalto constante dos vermes que habitavam o chão. Chegou, por fim, o tempo em que o Criador mandou arrancá-lo para atender-lhe aos ideais. Instrumentos de perfuração exumaram-no a golpes desapiedados e o lapidário cortou-lhe o corpo, de vários modos, em minucioso burilamento. Mas quando o carbono sublimado surgiu, de todo, aos olhos do mundo, Deus o havia transformado no brilhante, que passou a brilhar, entre os homens, parecendo uma flor do arco-íris com o fulgor das estrelas.

Meimei

Agradecendo a você!
Brisas!