Queridos!
Naturalmente posso contar com a discrição de vocês de não sair espalhando por aí...
Eis então a mensagem secreta!
Acho que nunca terei coragem de dizer
Porque só de pensar na possibilidade...
Bom, choro mesmo!
Mas aquele dia, aquela cena...
Tão banal pra tanta gente
Foi um ápice de felicidade pra mim!
A gente no carro,
Subindo o alto...
Chovendo e frio (por causa do ar, claro!)
E tua voz cantando com a minha
A plenos pulmões...
"O amor é o calor que aquece a alma
O amor tem sabor pra quem bebe a sua água"
E risos...
"Faz muito tempo, mas eu me lembro você implicava comigo
Mas hoje eu vejo que tanto tempo me deixou muito mais calma
O meu comportamento egoísta, o seu temperamento difícil
Você me achava meio esquisita e eu te achava tão chata
Mas tudo que acontece na vida tem um momento e um destino
Viver é uma arte, é um ofício
Só que precisa cuidado
Prá perceber que olhar só prá dentro é o maior desperdício
O teu amor pode estar do seu lado
O amor é o calor que aquece a alma
O amor tem sabor prá quem bebe a sua água"
(Do seu lado... do Nando Reis, na voz gostosa do Jota Quest... na ordem dos sonhos da minha memória!)
Te amo tanto, mãe!
Como te admiro!
Te ouvir rir assim é tão bom!
Beijinhos e brisas!
Não vão contar, hein!
Beijos e carinhos de brisas pra vocês também!
Carla
# Soprado aos quatro ventos pela Brisa | Agora já é ventania... (5)
Oi! A gente está se desencontrando hoje. Passei a manhã inteira no msn, e agora são 14:15 e tenho que sair. Acho que devem ser 10:15 aí? Quem sabe de noite a gente se vê, não sei que horas estarei online.
Um abraco!
Andrea | 29.01.05 - 9:21 am | #
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Que texto lindo!
É uma música? Achei que fosse poesia.
Beijos!
Andrea | 29.01.05 - 7:06 am | #
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Como sempre, belas palavras em um visual maravilhoso. Bjs.
Luciana | Homepage | 27.01.05 - 12:48 pm | #
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Eu adoro essa musica!!E de onde é o Jota Quest? Da minha terra!!!!rsrssr. BJos moça!!
Lakota | 27.01.05 - 9:23 am | #
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Carlinha..
Este é o verdadeiro sentimento, acho que se todos agíssemos de forma sincera sem medo de dizer a verdade teríamos menos maldades..
Mas todo mundo aprende né..
Um Super Beijo e parabéns
Manu | Homepage | 26.01.05 - 2:33 pm | #
Vivendo, pensando, amando!
Poemas, poesias, pensamentos e incentivos pra você ir leve e feliz com o vento...
"E eu amarei o barulho do vento no trigo..." Exupéry
terça-feira, 25 de janeiro de 2005
sábado, 22 de janeiro de 2005
Sobre o não saber
Ele era um menino quieto, o que era um alívio para os adultos em volta…
Alívio?
Aos cinco anos, sua professora de jardim pediu aos alunos que fizessem um desenho de alguma coisa que eles amavam.
E ele, silenciosamente, desenhou a sua família.
Depois, traçou um grande círculo com lápis vermelho ao redor das figuras.
Ele olhou, olhou… Acima do círculo, ele queria escrever algo importante… mas ele ainda não sabia escrever.
Então, ele saiu de sua mesinha e foi até à mesa da professora.
"Professora, como a gente escreve…?"
Ela não o deixou concluir a pergunta. Mandou-o voltar para o seu lugar e não se atrever mais a interromper a aula.
Ele dobrou o papel e o guardou no bolso.
Quando voltou para casa, naquele dia, ele se lembrou do desenho e o tirou do bolso.
Alisou-o bem sobre a mesa da cozinha, foi até sua mochila, pegou um lápis e olhou para o grande círculo vermelho.
Sua mãe estava preparando o jantar, indo e vindo do fogão para a pia, para a mesa.
Ele queria terminar o desenho antes de mostrá-lo para ela.
"Mamãe, como a gente escreve…?"
"Menino, não dá para ver que estou ocupada agora? Vá brincar lá fora. E não bata a porta."
Ele dobrou o desenho e o guardou no bolso.
Naquela noite, ele tirou outra vez o desenho do bolso.
Olhou para o grande círculo vermelho, foi até à cozinha e pegou o lápis.
Ele queria terminar o desenho antes de mostrá-lo para seu pai.
Alisou bem as dobras e colocou o desenho no chão da sala, perto da poltrona reclinável do seu pai.
"Papai, como a gente escreve…?"
"Ei, estou lendo o jornal e não quero ser interrompido. Vá brincar lá fora. E não bata a porta."
O garoto dobrou o desenho e o guardou no bolso.
No dia seguinte, quando sua mãe separava a roupa para lavar, encontrou no bolso da calça do filho enrolados num papel, uma pedrinha, um pedaço de barbante e duas bolinhas de gude.
Todos os tesouros que ele catara enquanto brincava fora de casa.
Ela nem abriu o papel. Atirou tudo no lixo.
Os anos rolaram…
Quando aquele menino já tinha 28 anos, sua filha de cinco anos fez um desenho.
Era o desenho de sua família. O pai riu quando ela apontou uma figura alta, de forma indefinida e disse:
"Este aqui é você, papai!"
A garotinha também riu.
O pai olhou pra o grande círculo vermelho feito por sua filha, ao redor das figuras e lentamente começou a passar o dedo sobre o círculo.
Ela desceu rapidamente do colo do pai e avisou: "eu volto logo!"
E voltou. Com um lápis na mão. Acomodou-se outra vez nos joelhos do pai, posicionou a ponta do lápis perto do topo do grande círculo vermelho e perguntou:
"Papai, como a gente escreve...
...amor?"
Ele abraçou a filha, tomou a sua mãozinha e a foi conduzindo, devagar, ajudando-a a formar as letras, enquanto dizia:
"Amor, querida, amor se escreve com as letras
T E M P O."
Quanto tempo leva para descobrirmos o tempo perdido? O amor desperdiçado?
Quanto tempo quietos dobrando mil vezes o mesmo desenho, procurando saber…
Há os que gritam, incomodam… a ânsia de saber é a mesma…
E os silenciosos?
O tempo é questão de escolha…
Todas as brisas… todo o tempo!
Carla
Baseado no capítulo Círculo de amor, de Jeannie S. Williams, do livro Histórias para o coração da mulher, de Alice Gray, Editora United Press, 2002.
# Soprado aos quatro ventos pela Brisa | Sopre seus ventos (0)
Alívio?
Aos cinco anos, sua professora de jardim pediu aos alunos que fizessem um desenho de alguma coisa que eles amavam.
E ele, silenciosamente, desenhou a sua família.
Depois, traçou um grande círculo com lápis vermelho ao redor das figuras.
Ele olhou, olhou… Acima do círculo, ele queria escrever algo importante… mas ele ainda não sabia escrever.
Então, ele saiu de sua mesinha e foi até à mesa da professora.
"Professora, como a gente escreve…?"
Ela não o deixou concluir a pergunta. Mandou-o voltar para o seu lugar e não se atrever mais a interromper a aula.
Ele dobrou o papel e o guardou no bolso.
Quando voltou para casa, naquele dia, ele se lembrou do desenho e o tirou do bolso.
Alisou-o bem sobre a mesa da cozinha, foi até sua mochila, pegou um lápis e olhou para o grande círculo vermelho.
Sua mãe estava preparando o jantar, indo e vindo do fogão para a pia, para a mesa.
Ele queria terminar o desenho antes de mostrá-lo para ela.
"Mamãe, como a gente escreve…?"
"Menino, não dá para ver que estou ocupada agora? Vá brincar lá fora. E não bata a porta."
Ele dobrou o desenho e o guardou no bolso.
Naquela noite, ele tirou outra vez o desenho do bolso.
Olhou para o grande círculo vermelho, foi até à cozinha e pegou o lápis.
Ele queria terminar o desenho antes de mostrá-lo para seu pai.
Alisou bem as dobras e colocou o desenho no chão da sala, perto da poltrona reclinável do seu pai.
"Papai, como a gente escreve…?"
"Ei, estou lendo o jornal e não quero ser interrompido. Vá brincar lá fora. E não bata a porta."
O garoto dobrou o desenho e o guardou no bolso.
No dia seguinte, quando sua mãe separava a roupa para lavar, encontrou no bolso da calça do filho enrolados num papel, uma pedrinha, um pedaço de barbante e duas bolinhas de gude.
Todos os tesouros que ele catara enquanto brincava fora de casa.
Ela nem abriu o papel. Atirou tudo no lixo.
Os anos rolaram…
Quando aquele menino já tinha 28 anos, sua filha de cinco anos fez um desenho.
Era o desenho de sua família. O pai riu quando ela apontou uma figura alta, de forma indefinida e disse:
"Este aqui é você, papai!"
A garotinha também riu.
O pai olhou pra o grande círculo vermelho feito por sua filha, ao redor das figuras e lentamente começou a passar o dedo sobre o círculo.
Ela desceu rapidamente do colo do pai e avisou: "eu volto logo!"
E voltou. Com um lápis na mão. Acomodou-se outra vez nos joelhos do pai, posicionou a ponta do lápis perto do topo do grande círculo vermelho e perguntou:
"Papai, como a gente escreve...
...amor?"
Ele abraçou a filha, tomou a sua mãozinha e a foi conduzindo, devagar, ajudando-a a formar as letras, enquanto dizia:
"Amor, querida, amor se escreve com as letras
T E M P O."
Quanto tempo leva para descobrirmos o tempo perdido? O amor desperdiçado?
Quanto tempo quietos dobrando mil vezes o mesmo desenho, procurando saber…
Há os que gritam, incomodam… a ânsia de saber é a mesma…
E os silenciosos?
O tempo é questão de escolha…
Todas as brisas… todo o tempo!
Carla
Baseado no capítulo Círculo de amor, de Jeannie S. Williams, do livro Histórias para o coração da mulher, de Alice Gray, Editora United Press, 2002.
# Soprado aos quatro ventos pela Brisa | Sopre seus ventos (0)
sábado, 15 de janeiro de 2005
À beira do fogo
É tão bom te ouvir sorrir
Como ouvir um regato a correr
Às vezes diviso em teu olhar
Paisagens perdidas, pastos, montanhas
Um cheiro de lendas às vezes te envolve
Teus cabelos lisos escorrem estrelas
De noites inteiras à beira do fogo
Tão perto de Deus
Tua voz, de repente, me soa
Silente, como vento a roçar as árvores
Às vezes, no vento, a fúria das tempestades
Às vezes, diviso, miragens
Que se dissipam no teu jeito alegre
Que de repente... de novo!
Inventa de reinventar o vento
Que sopra de ti
Em noites inteiras passadas
À beira do fogo presente
Tão perto de Deus... futuro!
Futuro tão perto...
Brisas nas brasas
Dormidas do teu coração!
Carla
# Soprado aos quatro ventos pela Brisa | Um vento soprado... (1)
Adorei o novo visual! E amei a poesia!
Tenha um fim de semana fantasticamente bom!
Letícia | Homepage | 21.01.05 - 4:08 pm | #
Como ouvir um regato a correr
Às vezes diviso em teu olhar
Paisagens perdidas, pastos, montanhas
Um cheiro de lendas às vezes te envolve
Teus cabelos lisos escorrem estrelas
De noites inteiras à beira do fogo
Tão perto de Deus
Tua voz, de repente, me soa
Silente, como vento a roçar as árvores
Às vezes, no vento, a fúria das tempestades
Às vezes, diviso, miragens
Que se dissipam no teu jeito alegre
Que de repente... de novo!
Inventa de reinventar o vento
Que sopra de ti
Em noites inteiras passadas
À beira do fogo presente
Tão perto de Deus... futuro!
Futuro tão perto...
Brisas nas brasas
Dormidas do teu coração!
Carla
# Soprado aos quatro ventos pela Brisa | Um vento soprado... (1)
Adorei o novo visual! E amei a poesia!
Tenha um fim de semana fantasticamente bom!
Letícia | Homepage | 21.01.05 - 4:08 pm | #
domingo, 9 de janeiro de 2005
Viva em paz
Queridos!
Começo de ano, praticamente todos os votos trocados pedem por PAZ!
Muito mais do que saúde e prosperidade, a Paz tem sido o item em pauta esses dias...
E, dentre todas as mensagens que já li, esta veio como tornado despertador.
Estou meio jibóia do Pequeno Príncipe (lembra, logo no início do livro?), digerindo as verdades que encontrei nela.
A impressão que tenho é que vou passar a vida inteira pensando e tentando me aproximar disso...
Talvez tenha chegado mesmo a hora de amadurecer.
Esperando que seja útil também a vocês, queridos...
Com votos de verdadeira paz!
Viva em Paz
Você é membro da família universal.
A importância que se atribui ou não, tem a dimensão que você lhe dá.
Porque não é o centro da vida, despreocupe-se em relação aos outros.
Não se importe se é ou não amado; se lhe oferecem ou não bondade; se é aceito ou rejeitado.
Quando alguém usar de violência ou de generosidade em relação a você, descarte qualquer merecimento nessa ocorrência.
Você é somente pretexto para que o próximo se desvele.
Quando alguém o agrida ou ame, a si próprio se violenta ou se estima.
Você é apenas o móvel daquela manifestação que está latente nele.
Não fosse você e aquela exteriorização seria dirigida a outrem.
Por isso, não se agaste com ninguém ou coisa nenhuma.
Quando você se irrita ou se pacifica com uma pessoa, ela foi só o motivo da sua realidade íntima, que então se irradia do seu mundo interior.
Trabalhe-se intimamente, domando as suas paixões de qualquer espécie.
Auto-analise-se com severidade.
O que você vê fora, resulta do que você cultiva por dentro.
O conceito que você supõe que os outros fazem a seu respeito é o conceito que você faz de si mesmo.
Ao compreender que tudo é conforme a sua própria realidade e que você deve melhorar-se sem a presunção de modificar os outros, você principiará a viver em paz, sem que lhe atinjam o elogio ou a calúnia, o apoio ou a repreensão...
Você faz parte da vida e é vida em desdobramento na direção da Vida plena.
Assuma o seu papel e execute a sua parte, na esfera do seu autoburilamento espiritual.
Marco Prisco
Todo meu carinho em brisas,
Carla
# Soprado aos quatro ventos pela Brisa | Sopre seus ventos (0)
Começo de ano, praticamente todos os votos trocados pedem por PAZ!
Muito mais do que saúde e prosperidade, a Paz tem sido o item em pauta esses dias...
E, dentre todas as mensagens que já li, esta veio como tornado despertador.
Estou meio jibóia do Pequeno Príncipe (lembra, logo no início do livro?), digerindo as verdades que encontrei nela.
A impressão que tenho é que vou passar a vida inteira pensando e tentando me aproximar disso...
Talvez tenha chegado mesmo a hora de amadurecer.
Esperando que seja útil também a vocês, queridos...
Com votos de verdadeira paz!
Viva em Paz
Você é membro da família universal.
A importância que se atribui ou não, tem a dimensão que você lhe dá.
Porque não é o centro da vida, despreocupe-se em relação aos outros.
Não se importe se é ou não amado; se lhe oferecem ou não bondade; se é aceito ou rejeitado.
Quando alguém usar de violência ou de generosidade em relação a você, descarte qualquer merecimento nessa ocorrência.
Você é somente pretexto para que o próximo se desvele.
Quando alguém o agrida ou ame, a si próprio se violenta ou se estima.
Você é apenas o móvel daquela manifestação que está latente nele.
Não fosse você e aquela exteriorização seria dirigida a outrem.
Por isso, não se agaste com ninguém ou coisa nenhuma.
Quando você se irrita ou se pacifica com uma pessoa, ela foi só o motivo da sua realidade íntima, que então se irradia do seu mundo interior.
Trabalhe-se intimamente, domando as suas paixões de qualquer espécie.
Auto-analise-se com severidade.
O que você vê fora, resulta do que você cultiva por dentro.
O conceito que você supõe que os outros fazem a seu respeito é o conceito que você faz de si mesmo.
Ao compreender que tudo é conforme a sua própria realidade e que você deve melhorar-se sem a presunção de modificar os outros, você principiará a viver em paz, sem que lhe atinjam o elogio ou a calúnia, o apoio ou a repreensão...
Você faz parte da vida e é vida em desdobramento na direção da Vida plena.
Assuma o seu papel e execute a sua parte, na esfera do seu autoburilamento espiritual.
Marco Prisco
Todo meu carinho em brisas,
Carla
# Soprado aos quatro ventos pela Brisa | Sopre seus ventos (0)
sábado, 1 de janeiro de 2005
Amizade
Queridos
Doce é começar (ou recomeçar) falando sobre amizade.
Deixo aqui um texto de Gibran, do livro O Profeta.
Para cada amigo, especial como cada um é, uma brisa também especial.
Um alento, um afago, um sorriso...
E todo meu amor nas letras.
"E um adolescente disse: "Fala-nos da amizade".
E ele respondeu, dizendo:
"Vosso amigo é a satisfação de vossas necessidades.
Ele é o campo que semeais com carinho e ceifais com agradecimento.
É vossa mesa e vossa lareira.
Pois ides a ele com vossa fome e o procurais em busca de paz.
Quando vosso amigo manifesta seu pensamento, não temais o 'não' de vossa própria opinião, nem prendais o 'sim'.
E quando ele se cala, que vosso coração continue a ouvir o seu coração.
Porque na amizade, todos os desejos, ideais, esperanças nascem e são partilhados sem palavras, numa alegria silenciosa.
Quando vos separais de vosso amigo, não vos aflijais.
Pois o que amais nele pode tornar-se mais claro na sua ausência, como para o alpinista a montanha aparece mais clara, vista da planície.
E que não haja outra finalidade na amizade a não ser o amadurecimento do espírito.
Pois o amor que procura outra coisa a não ser a revelação de seu próprio mistério não é amor, mas uma rede armada, e somente o inaproveitável é nela apanhado.
E que o melhor de vós próprios seja para vosso amigo.
Se ele deve conhecer o fluxo de vossa maré, que conheça também o seu refluxo.
Pois, que achais seja vosso amigo para que o procureis somente a fim de matar o tempo?
Procurai-o sempre com horas para viver:
Pois o papel do amigo é o de encher vossa necessidade, e não vosso vazio.
E na doçura da amizade, que haja risos e o partilhar dos prazeres.
Pois no orvalho de pequenas coisas, o coração encontra sua manhã e se sente refrescado."
Feliz 2005!
Que teus olhos possam sempre ver os amigos presentes em teu caminho!
Eu entre eles!
Beijos e brisas!
Carla
# Soprado aos quatro ventos pela Brisa | Sopre seus ventos (0)
Doce é começar (ou recomeçar) falando sobre amizade.
Deixo aqui um texto de Gibran, do livro O Profeta.
Para cada amigo, especial como cada um é, uma brisa também especial.
Um alento, um afago, um sorriso...
E todo meu amor nas letras.
"E um adolescente disse: "Fala-nos da amizade".
E ele respondeu, dizendo:
"Vosso amigo é a satisfação de vossas necessidades.
Ele é o campo que semeais com carinho e ceifais com agradecimento.
É vossa mesa e vossa lareira.
Pois ides a ele com vossa fome e o procurais em busca de paz.
Quando vosso amigo manifesta seu pensamento, não temais o 'não' de vossa própria opinião, nem prendais o 'sim'.
E quando ele se cala, que vosso coração continue a ouvir o seu coração.
Porque na amizade, todos os desejos, ideais, esperanças nascem e são partilhados sem palavras, numa alegria silenciosa.
Quando vos separais de vosso amigo, não vos aflijais.
Pois o que amais nele pode tornar-se mais claro na sua ausência, como para o alpinista a montanha aparece mais clara, vista da planície.
E que não haja outra finalidade na amizade a não ser o amadurecimento do espírito.
Pois o amor que procura outra coisa a não ser a revelação de seu próprio mistério não é amor, mas uma rede armada, e somente o inaproveitável é nela apanhado.
E que o melhor de vós próprios seja para vosso amigo.
Se ele deve conhecer o fluxo de vossa maré, que conheça também o seu refluxo.
Pois, que achais seja vosso amigo para que o procureis somente a fim de matar o tempo?
Procurai-o sempre com horas para viver:
Pois o papel do amigo é o de encher vossa necessidade, e não vosso vazio.
E na doçura da amizade, que haja risos e o partilhar dos prazeres.
Pois no orvalho de pequenas coisas, o coração encontra sua manhã e se sente refrescado."
Feliz 2005!
Que teus olhos possam sempre ver os amigos presentes em teu caminho!
Eu entre eles!
Beijos e brisas!
Carla
# Soprado aos quatro ventos pela Brisa | Sopre seus ventos (0)
domingo, 26 de dezembro de 2004
Um jeito de te despertar
Eis-me aqui!
Tu dormes ainda
E vejo-te com ternuras maternas
Ainda um pouco, e acordarás...
O dia te trará surpresas tantas, amado meu
Eis-me aqui!
Tu não me verás...
Como não vês a outros tantos amigos
Que vivem em torno de ti
Tu não nos reconhecerás...
Terás apenas breves impressões
Como despertar de um sonho bom
Impressões que, se quiseres,
Ser-te-ão suficientes!
Eis agora,
Estás no breve minuto antes do pleno despertar
Sei que me entrevês a sorrir
A acariciar-te o rosto e os cabelos...
A envolver-te nos mais belos sentimentos
Materializo ternuras outras em torno de ti
Perfumes de jasmins
Brisas de esperança
Pensamentos de paz...
Meu sorriso se te confundirá com o próprio sol
Que entra em claridade em teu quarto
Tu me ouves, ainda?
Bom dia, amado meu!
Sê feliz!
Deus te abençoe os passos!
Desperta!
Hoje aprendo a despertar amigos assim
Porque tive de ti, amado amigo de eras priscas
A ventura de ver-te e lembrar!
Bom dia a todos!
Com carinhos de brisas
Tu dormes ainda
E vejo-te com ternuras maternas
Ainda um pouco, e acordarás...
O dia te trará surpresas tantas, amado meu
Eis-me aqui!
Tu não me verás...
Como não vês a outros tantos amigos
Que vivem em torno de ti
Tu não nos reconhecerás...
Terás apenas breves impressões
Como despertar de um sonho bom
Impressões que, se quiseres,
Ser-te-ão suficientes!
Eis agora,
Estás no breve minuto antes do pleno despertar
Sei que me entrevês a sorrir
A acariciar-te o rosto e os cabelos...
A envolver-te nos mais belos sentimentos
Materializo ternuras outras em torno de ti
Perfumes de jasmins
Brisas de esperança
Pensamentos de paz...
Meu sorriso se te confundirá com o próprio sol
Que entra em claridade em teu quarto
Tu me ouves, ainda?
Bom dia, amado meu!
Sê feliz!
Deus te abençoe os passos!
Desperta!
Hoje aprendo a despertar amigos assim
Porque tive de ti, amado amigo de eras priscas
A ventura de ver-te e lembrar!
Bom dia a todos!
Com carinhos de brisas
sábado, 11 de dezembro de 2004
Presente
Queridos
Andava eu com um amigo pelo shopping por esses dias...
Vocês imaginam como já não está a correria!
E, de repente, na escada rolante, quando tudo fica meio fora de plano e a visão se amplia, ele me veio com a pergunta mais ouvida por esses dias...
O que gostaria de ganhar de presente?
Na hora, só pensei nas coisas que faltam...
Devo ter dito qualquer bobagem!
Mas a pergunta era pertinente demais pra ser esquecida.
O que gostaria de ganhar de presente?
Então, hoje, lendo o Pássaros Livres, de Rabindranath Tagore, achei!
A resposta que gostaria de ter dado...
A resposta que gostaria de sentir...
O pleno desapego!

"Que queres de mim? indagava o Babaji.
A jovem enamorada pediu-lhe a união matrimonial com o noivo receoso.
O homem inquieto solicitou uma gema, a fim de tranqüilizar-se.
O enfermo em agonia rogou a dádiva da saúde.
A mulher afadigada pelo amor de mãe suplicou poder e fortuna para os filhos dissipadores.
Cada qual revelou ao Mestre a necessidade exterior, demonstrando a grande pobreza de dentro, que os fazia realmente infelizes.
Tu, porém, amigo dos caminhantes da esperança, soubeste apresentar os teus desejos, quando lhe disseste:
"Abençoa minha boca para sempre dizer a verdade sem ferir;
o meu coração para amar e perdoar sem cansaço;
e a minha vida para exemplificar o que recomendo aos outros."
Após dar aos suplicantes o que não tinha valor e eles ambicionavam, o Babaji ofereceu-te as bênçãos da sabedoria desejada e deu-te a mais um sorriso de apoio e certeza de que seguiria contigo para onde quer que fosses."
E você?
O que quer de presente?
:)
Agradecendo a ti, pelo carinho, o passeio e a reflexão!
Um beijo soprado!
Todo meu carinho em brisas!
Carla
Andava eu com um amigo pelo shopping por esses dias...
Vocês imaginam como já não está a correria!
E, de repente, na escada rolante, quando tudo fica meio fora de plano e a visão se amplia, ele me veio com a pergunta mais ouvida por esses dias...
O que gostaria de ganhar de presente?
Na hora, só pensei nas coisas que faltam...
Devo ter dito qualquer bobagem!
Mas a pergunta era pertinente demais pra ser esquecida.
O que gostaria de ganhar de presente?
Então, hoje, lendo o Pássaros Livres, de Rabindranath Tagore, achei!
A resposta que gostaria de ter dado...
A resposta que gostaria de sentir...
O pleno desapego!
"Que queres de mim? indagava o Babaji.
A jovem enamorada pediu-lhe a união matrimonial com o noivo receoso.
O homem inquieto solicitou uma gema, a fim de tranqüilizar-se.
O enfermo em agonia rogou a dádiva da saúde.
A mulher afadigada pelo amor de mãe suplicou poder e fortuna para os filhos dissipadores.
Cada qual revelou ao Mestre a necessidade exterior, demonstrando a grande pobreza de dentro, que os fazia realmente infelizes.
Tu, porém, amigo dos caminhantes da esperança, soubeste apresentar os teus desejos, quando lhe disseste:
"Abençoa minha boca para sempre dizer a verdade sem ferir;
o meu coração para amar e perdoar sem cansaço;
e a minha vida para exemplificar o que recomendo aos outros."
Após dar aos suplicantes o que não tinha valor e eles ambicionavam, o Babaji ofereceu-te as bênçãos da sabedoria desejada e deu-te a mais um sorriso de apoio e certeza de que seguiria contigo para onde quer que fosses."
E você?
O que quer de presente?
:)
Agradecendo a ti, pelo carinho, o passeio e a reflexão!
Um beijo soprado!
Todo meu carinho em brisas!
Carla
# Soprado aos quatro ventos pela Brisa : 13:53
sábado, 4 de dezembro de 2004
Vento nas brasas
Ela se atrasara de propósito, embora conscientemente não tivesse idéia do motivo... Inconscientemente sabia que estava certo assim. Há tanto tempo não se deixava levar pela intuição!
Uma brisa soprava de leve, estranhamente, mas ela não lembrou. Nem cinco minutos depois, na rua repleta de gente, ela o viu de longe, tão longe quanto a lembrança. E todas aquela perguntas óbvias lhe ocuparam a mente: será ele mesmo, quanto tempo faz, como ele estará, e as crianças, quem são...
Todas as perguntas com respostas.
E, naquele mesmo segundo, outra onda quebrou mais forte e ela se lembrou de tudo o que viveram: as conversas intermináveis, os olhares profundos e aquela peculiaridade interessante de bastar pensar nele para ouvir o telefone tocar, ou, se estivesse na rua, e sentisse, de leve, uma brisa a chamar seu nome, era só procurar para vê-lo acenando de dentro de algum ônibus... Era só procurar. E era tudo tão natural que ela nunca tinha reparado nisso. Até hoje.
Estava agora a cinco passos dele... Seria ele mesmo? Poderia ser o irmão... tanto tempo.
Uma grade os separava, os olhares se uniram, ele a chamou pelo nome, ela parou e sorriu.
Era ele.
Como ele estava bonito e tão, mas tão mais velho... cabelos brancos!
De repente, tão de repente quanto o portão se abriu, dez anos se abateram. Como você está? E os pensamentos, sempre tão visívies para os dois, agora assomavam de os assustar.
Mas era preciso falar! Ele desviou o olhar, chamou a esposa, apresentou-a, mas esqueceu de dizer seu nome... Na mente dela, o nome de todas as namoradas desfilaram; a última tinha sido Marta... ela resolveu não arriscar.
É provável que ela realmente não soubesse o quanto o seu olhar perturbava, já que ela não tinha mesmo a menor intenção. Acostumados desde muito cedo a longos períodos silentes, perscrutando-se pelo olhar, foi com um estranho pesar entremeado de alegria que ele, orgulhoso, chamou a moça que segurava uma menina, sua filha, para apresentá-la também.
Aqueles dois olhinhos azuis fitaram a moça parada no portão... O céu todo se abriu num sorriso! Estava nublado, mas, ali, houve sol. Era impossível não reparar. Maria sorria para ela como se a conhecesse de muito tempo mesmo; como se a reconhecesse; como se compreendesse todo o amor do pai por aquela moça, todos os segredos, os dez anos passados, todo o silêncio.... E Maria era um bebê que sorria pleno de olhos azuis para uma moça até então desconhecida!
Despedidas rápidas.
Sorrisos e adeuses.
Lágrimas... sorrisos...
Ondas múltiplas num mar agitado... Os olhos azuis de Maria talvez a chamassem de mãe.
No sorriso de Maria a confirmação de que tudo existiu.
De repente. Calmaria!
Agora, talvez, ela diga a ele, pelo fio do pensamento, como antigamente:
"Como sou feliz de te ver, Marcus Vinicius!
Feliz de ver nos teus olhos a mesma expressão de amor que existiu entre nós, um amor nunca profanado.
Feliz de ter guardado todas as tuas cartas, tua letra de médico antes mesmo de vires a ser um. E o carinho das letras refletido hoje em teu olhar.
Feliz de ver que recusar teu velado pedido de casamento, há tantos anos, foi o certo.
Continuo te amando, como sempre.
E tu também continuas me amando, como sempre.
Prossegue com Deus, eterno amigo de minh'alma, brasa em meu coração.
Tuas palavras últimas seguem sempre comigo, quando citávamos Rochefaucauld:
o tempo aviva os amores reais
e destrói as paixões medíocres
como o vento aviva as brasas
e apaga as velas."
Do outro lado da cidade, agora, ela o vê sorrindo.
Ele se agita, todos reparam, ele queria apenas um minuto a sós consigo mesmo.
Pronto, ele também a viu sorrir.
Tudo é serenidade!
A vida hoje é de uma alegria, uma leveza só compreensível aos que amam...
Tão fácil, tão simples!
Tão amena!
Todas as brisas,
Carla
Uma brisa soprava de leve, estranhamente, mas ela não lembrou. Nem cinco minutos depois, na rua repleta de gente, ela o viu de longe, tão longe quanto a lembrança. E todas aquela perguntas óbvias lhe ocuparam a mente: será ele mesmo, quanto tempo faz, como ele estará, e as crianças, quem são...
Todas as perguntas com respostas.
E, naquele mesmo segundo, outra onda quebrou mais forte e ela se lembrou de tudo o que viveram: as conversas intermináveis, os olhares profundos e aquela peculiaridade interessante de bastar pensar nele para ouvir o telefone tocar, ou, se estivesse na rua, e sentisse, de leve, uma brisa a chamar seu nome, era só procurar para vê-lo acenando de dentro de algum ônibus... Era só procurar. E era tudo tão natural que ela nunca tinha reparado nisso. Até hoje.
Estava agora a cinco passos dele... Seria ele mesmo? Poderia ser o irmão... tanto tempo.
Uma grade os separava, os olhares se uniram, ele a chamou pelo nome, ela parou e sorriu.
Era ele.
Como ele estava bonito e tão, mas tão mais velho... cabelos brancos!
De repente, tão de repente quanto o portão se abriu, dez anos se abateram. Como você está? E os pensamentos, sempre tão visívies para os dois, agora assomavam de os assustar.
Mas era preciso falar! Ele desviou o olhar, chamou a esposa, apresentou-a, mas esqueceu de dizer seu nome... Na mente dela, o nome de todas as namoradas desfilaram; a última tinha sido Marta... ela resolveu não arriscar.
É provável que ela realmente não soubesse o quanto o seu olhar perturbava, já que ela não tinha mesmo a menor intenção. Acostumados desde muito cedo a longos períodos silentes, perscrutando-se pelo olhar, foi com um estranho pesar entremeado de alegria que ele, orgulhoso, chamou a moça que segurava uma menina, sua filha, para apresentá-la também.
Aqueles dois olhinhos azuis fitaram a moça parada no portão... O céu todo se abriu num sorriso! Estava nublado, mas, ali, houve sol. Era impossível não reparar. Maria sorria para ela como se a conhecesse de muito tempo mesmo; como se a reconhecesse; como se compreendesse todo o amor do pai por aquela moça, todos os segredos, os dez anos passados, todo o silêncio.... E Maria era um bebê que sorria pleno de olhos azuis para uma moça até então desconhecida!
Despedidas rápidas.
Sorrisos e adeuses.
Lágrimas... sorrisos...
Ondas múltiplas num mar agitado... Os olhos azuis de Maria talvez a chamassem de mãe.
No sorriso de Maria a confirmação de que tudo existiu.
De repente. Calmaria!
Agora, talvez, ela diga a ele, pelo fio do pensamento, como antigamente:
"Como sou feliz de te ver, Marcus Vinicius!
Feliz de ver nos teus olhos a mesma expressão de amor que existiu entre nós, um amor nunca profanado.
Feliz de ter guardado todas as tuas cartas, tua letra de médico antes mesmo de vires a ser um. E o carinho das letras refletido hoje em teu olhar.
Feliz de ver que recusar teu velado pedido de casamento, há tantos anos, foi o certo.
Continuo te amando, como sempre.
E tu também continuas me amando, como sempre.
Prossegue com Deus, eterno amigo de minh'alma, brasa em meu coração.
Tuas palavras últimas seguem sempre comigo, quando citávamos Rochefaucauld:
o tempo aviva os amores reais
e destrói as paixões medíocres
como o vento aviva as brasas
e apaga as velas."
Do outro lado da cidade, agora, ela o vê sorrindo.
Ele se agita, todos reparam, ele queria apenas um minuto a sós consigo mesmo.
Pronto, ele também a viu sorrir.
Tudo é serenidade!
A vida hoje é de uma alegria, uma leveza só compreensível aos que amam...
Tão fácil, tão simples!
Tão amena!
Todas as brisas,
Carla
segunda-feira, 29 de novembro de 2004
Uma feliz (re)descoberta...
Queridos!
Hoje com a chuva maravilhosa que cai sobre a nossa cidade, tive o prazer de ouvir rádio como antigamente, programação inteira, de dialogar com o locutor, respondendo as propostas, rindo a riso solto, cantando alto... (e traduzindo o eufemismo - enorme engarrafamento!)
Hoje com a chuva que limpa e regenera, voltei aos estudos e redescobri um prazer há muito esquecido. Como é que se pode esquecer algo que nos dá tanto prazer? Isso acontece também com vocês?
Estudei como não fazia há muitos meses... de não sentir o tempo, de nem ver a hora passar e só me dar conta quando o corpo reclamou com fome. Nem acreditei no relógio quando vi. Tive que confirmar com as pessoas!
É tão bom quando se brilha... as pessoas vão se chegando perto da gente, num prazer também de se deixar ficar sem se saber porquê...
Mas posso estar confundindo tudo! Se tivesse que ficar estudando por obrigação, talvez não fosse tão prazeroso assim... Será?
Qual será a tua atividade prazerosa?
Será que é o teu trabalho mesmo?
Será que é jardinar de vez em quando?
Será que é cantarolar escondido?
Será que é dançar levitando no ar?
Será que é ficar por aqui lendo e relendo almas por trás das letras?
Hoje é dia de mentalizar muitas coisas boas para a Marcela e o Luís Felipe.
Luís Felipe é o filhinho da Marcela, que nascerá amanhã.
Querido Luís Felipe!
Venha pleno de energias, alegrias e esperanças!
Que descobrir a que se veio nessa vida é algo maravilhoso!
E fazer o que se veio fazer é algo melhor ainda!
Sê bem vindo!

Um beijo na brisa!
Pro Luís Felipe, em especial...
Pra ti, pelo teu aniversário
E para todos os amigos
Que não esqueceram o prazer que se sente
Em amar e ser amado
Em ser gentil de transbordar
Em viver, plenamente, cada dia, cada encontro, cada olhar, cada ser!
Vida a todos!
Carla
Hoje com a chuva maravilhosa que cai sobre a nossa cidade, tive o prazer de ouvir rádio como antigamente, programação inteira, de dialogar com o locutor, respondendo as propostas, rindo a riso solto, cantando alto... (e traduzindo o eufemismo - enorme engarrafamento!)
Hoje com a chuva que limpa e regenera, voltei aos estudos e redescobri um prazer há muito esquecido. Como é que se pode esquecer algo que nos dá tanto prazer? Isso acontece também com vocês?
Estudei como não fazia há muitos meses... de não sentir o tempo, de nem ver a hora passar e só me dar conta quando o corpo reclamou com fome. Nem acreditei no relógio quando vi. Tive que confirmar com as pessoas!
É tão bom quando se brilha... as pessoas vão se chegando perto da gente, num prazer também de se deixar ficar sem se saber porquê...
Mas posso estar confundindo tudo! Se tivesse que ficar estudando por obrigação, talvez não fosse tão prazeroso assim... Será?
Qual será a tua atividade prazerosa?
Será que é o teu trabalho mesmo?
Será que é jardinar de vez em quando?
Será que é cantarolar escondido?
Será que é dançar levitando no ar?
Será que é ficar por aqui lendo e relendo almas por trás das letras?
Hoje é dia de mentalizar muitas coisas boas para a Marcela e o Luís Felipe.
Luís Felipe é o filhinho da Marcela, que nascerá amanhã.
Querido Luís Felipe!
Venha pleno de energias, alegrias e esperanças!
Que descobrir a que se veio nessa vida é algo maravilhoso!
E fazer o que se veio fazer é algo melhor ainda!
Sê bem vindo!
Um beijo na brisa!
Pro Luís Felipe, em especial...
Pra ti, pelo teu aniversário
E para todos os amigos
Que não esqueceram o prazer que se sente
Em amar e ser amado
Em ser gentil de transbordar
Em viver, plenamente, cada dia, cada encontro, cada olhar, cada ser!
Vida a todos!
Carla
# Soprado aos quatro ventos pela Brisa : 21:35
terça-feira, 23 de novembro de 2004
Das coisas de todo dia...
"Trago dentro do meu coração,
Como num cofre que se não pode fechar de cheio,
Todos os lugares onde estive,
Todos os portos a que cheguei,
Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias,
Ou de tombadilhos, sonhando,
E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero."
Fernando Pessoa, Passagem das Horas
Eis que assim têm sido meus dias.
E todo dia, na sua rotina, traz uma novidade: um carinho, um olhar, um suspiro, um sonho (e de repente, isso virou conversa de padaria!)...
É como se eu estivesse em moratória...
Vi um filme italiano com crianças, lindo, chamado "Eu não tenho medo".
Se tiveres oportunidade, veja... não quero contar nada pra não estragar a surpresa do filme. O que li é que a história realmente aconteceu. Um amigo me disse ser parecido com a Vila (não sei, não vi). Mas, se tu fores como eu, que choro até em comédia, leva caixa de lenços...
O mais incrível é que finalmente ouvi o barulho do vento no trigo!
E é fantástico!
Beijo
Meu carinho em brisas
Carla
Como num cofre que se não pode fechar de cheio,
Todos os lugares onde estive,
Todos os portos a que cheguei,
Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias,
Ou de tombadilhos, sonhando,
E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero."
Fernando Pessoa, Passagem das Horas
Eis que assim têm sido meus dias.
E todo dia, na sua rotina, traz uma novidade: um carinho, um olhar, um suspiro, um sonho (e de repente, isso virou conversa de padaria!)...
É como se eu estivesse em moratória...
Vi um filme italiano com crianças, lindo, chamado "Eu não tenho medo".
Se tiveres oportunidade, veja... não quero contar nada pra não estragar a surpresa do filme. O que li é que a história realmente aconteceu. Um amigo me disse ser parecido com a Vila (não sei, não vi). Mas, se tu fores como eu, que choro até em comédia, leva caixa de lenços...
O mais incrível é que finalmente ouvi o barulho do vento no trigo!
E é fantástico!
Beijo
Meu carinho em brisas
Carla
# Soprado aos quatro ventos pela Brisa : 23:27
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